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O perigo dos vícios de linguagem para sua redação do Enem

O perigo dos vícios de linguagem para sua redação do Enem

Descubra os segredos para tirar nota 1000 na redação do ENEM!

O que é um vício de linguagem? 

O conceito do vício de linguagem existe na teoria da gramática. 

Ele foi elaborado por especialistas em gramática normativa e pode ser encontrado em livros didáticos de língua portuguesa, dicionários e revisões de literatura da área acadêmica. 

Um vício de linguagem é, então, uma expressão ou uma construção linguística que se opõe à gramática normativa. 

Ou seja, ele é um desvio, um errinho, cometido pelo falante do português. 

Esse errinho, entretanto, se torna um problema quando a pessoa não busca se corrigir, o que transforma o desvio na norma. Isso significa que ele vira um vício. 

Como dissemos na introdução deste artigo, os vícios de linguagem não acontecem por intenção do falante, mas justamente pelo contrário. 

Eles podem acontecer devido à falta de atenção, ao descuido e ao desconhecimento sobre as regras gramaticais. 

Também como já dito, os vícios de linguagem estão presentes em diversos níveis linguísticos, como sintaxe, fonética, semântica e morfologia. 

Veja alguns exemplos: 

  • Sintático: quando há desvio na relação entre os elementos de uma frase, como no exemplo: “Ontem, eu comprei doze banana”. 
  • Fonético: quando existe desvio na pronúncia de palavras, como “adevogado” e “pobrema”. 
  • Semântico: quando há confusão no uso de palavras por conta de seus sentidos. Por exemplo, utilizar “cumprimento” para descrever como uma via é longa [comprida] é um vício de linguagem porque a palavra escrita assim significa o ato de cumprimentar alguém. 
  • Morfológico: quando existe desvio no uso de determinadas formas de uma palavra ou expressão. Por exemplo, o plural de “cidadão” é “cidadãos”. No entanto, muitas pessoas têm o vício de linguagem de utilizar “cidadões”, uma forma da palavra que não existe. 

Tipos de vício de linguagem e exemplos 

Como vimos, existem vícios de linguagem dentro de diversos níveis da língua portuguesa, o que resulta na classificação que vimos acima. 

Mas para além da lista já apresentada, existem tipos de vícios de linguagem que contém suas próprias classificações. Confira abaixo: 

Ambiguidade 

Acontece quando existe um duplo sentido não intencional em uma frase. 

Por exemplo, na expressão “Joana, vi a Lúcia na rua com sua irmã”, fica ambíguo se o falante viu a irmã de Lúcia ou a irmã de Joana. 

Barbarismo 

Quando a pronúncia, escrita ou significado de uma palavra ou expressão é o desvio. 

A expressão “não tem uma tauba para pregar aqui?” é um exemplo porque está utilizando a grafia e a pronúncia incorreta da palavra “tábua”. 

Cacofonia 

Acontece quando são aproximadas duas palavras em uma frase que geram um som desagradável ou lembram uma palavra ou expressão constrangedora. 

Por exemplo, na expressão “A Andressa não estava aqui? Cadê ela?” a junção de “cadê” e “ela” pode acabar soando parecido com a palavra “cadela”. 

O que, por sua vez, pode gerar uma confusão para quem ouvir. 

Estrangeirismo 

Apesar de a língua portuguesa ter incorporado diversas expressões estrangeiras, caso uma palavra ou expressão já exista em português, é considerado um vício de linguagem continuar usando a expressão em inglês. 

Por exemplo, quando uma pessoa diz que “este homem é um gentleman”. Isso porque já existe em português a palavra “cavalheiro” para utilizar no lugar. 

Hiato 

Acontece quando se usa a repetição de vocais idênticas, como no exemplo: “hoje, eu vou olhar o filho do Osvaldo”. 

Existe a repetição do “o”.

Colisão 

Parecido com o hiato, este tipo de vício de linguagem acontece quando existe a repetição de consonantes iguais ou semelhantes dentro de uma frase. 

Um exemplo é “não quero que você queira quem não te quer”. onde tem a repetição do “q”. 

Eco 

Acontece quando a escolha de palavras faz uma frase rimar sem intenção. 

Por exemplo, na frase “a maioridade traz responsabilidade e não liberdade” faz eco com o uso de três palavras terminadas em “-dade”. 

Pleonasmo 

Este tipo de vício de linguagem é, talvez, o mais conhecido. Ele acontece quando é utilizado um complemento para uma expressão que não precisa de complemento. 

O exemplo mais conhecido é quando dizemos que alguém “entrou para dentro” ou “saiu para fora”. 

Ambos os casos são pleonasmo porque “entrar” já é implica que é para dentro de algum lugar e “sair”, para fora. 

Preciosismo 

O preciosismo acontece quando é utilizada uma linguagem afetada e rebuscada de maneira artificial. 

Por exemplo: “Tais acontecimentos pretéritos não impediram que o colóquio entre os amantes fosse perpetrado”. 

Essa frase poderia ser melhor entendida por todos trocando “pretéritos” por “passados”, “colóquio” por “conversa” e “perpetrado” por “realizado”. 

Plebeísmo 

Ao contrário do preciosismo, este tipo de vício acontece quando uma pessoa utiliza muitas gírias ou expressões populares na sua fala ou escrita. 

Utilizar a frase “Então, temos que lidar com esse abacaxi” em um ambiente acadêmico, em vez de “problema”, por exemplo, é um tipo de plebeísmo porque ele deixa o discurso amador. 

Arcadismo 

O arcadismo acontece quando se utiliza expressões e palavras em desuso na língua portuguesa. 

Muitas vezes, uma pessoa quer parecer mais culta e refinada, então pode acabar recorrendo a esse vício de linguagem. 

Um bom exemplo de arcadismo é utilizar “outrossim” como sinônimo de “também” em uma redação ou trabalho acadêmico. 

Parequema 

Acontece quando existem duas sílabas parecidas, ou iguais, muito próximas dentro de uma frase, o que acaba fazendo o falante comer uma delas. 

Por exemplo: na expressão “vou terminar esta tarefa”, as duas sílabas “ta” podem acabar se tornando uma. 

Solecismo 

Este tipo acontece quando há desvios de concordância, regência e colocação dentro de uma frase. Por exemplo: 

  • Concordância: “Falta só três passageiros”. O correto seria “faltam três passageiros”, onde o verbo concorda com o plural de “passageiros”. 
  • Regência: “Chego na empresa por volta das 8h”, quando o correto seria “chego à empresa”. 
  • Colocação: “Meus amigos preocuparão-se comigo se eu não aparecer”, quando deveria ser “preocupar-se-ão”. 

Inclusive, aproveitamos este último exemplo para comentar que existe uma corrente de teóricos que acredita que a mesóclise se tornou um arcaísmo. 

Essa corrente defende o uso do pronome antes do verbo. Então, a frase que usamos de exemplo acima ficaria assim: “Meus amigos se preocuparão comigo se eu não aparecer”. 

Por que os vícios de linguagem prejudicam sua nota na redação 

Como dissemos lá em cima, e você já deve ter percebido pelos exemplos, os vícios de linguagem podem prejudicar a comunicação e sua imagem pessoal e profissional. 

Eles acabam colocando em xeque a sua confiabilidade e conhecimento. 

E, além disso, a presença de um vício de linguagem na redação do Enem ou vestibular, ou em uma entrevista de emprego, pode ser prejudicial. 

Especialmente na redação do Enem, é bom tomar cuidado com os vícios de linguagem porque eles podem baixar a sua nota. 

Como sabemos, a redação do Enem é corrigida seguindo cinco competências. Cada uma delas, gera uma nota de até 200 para o candidato. 

Por isso, para tirar nota mil é preciso se sair bem em todas. E o problema dos vícios de linguagem entra justamente na primeira das competências. 

  • Competência 1: Domínio da escrita formal da língua portuguesa 

Esta competência avalia como o candidato lida com as regras de ortografia, como acentuação, uso de hífen, letras maiúsculas e minúsculas e separação de sílabas. 

Mas também avalia como o participante usa regência, concordância, pontuação, emprego de pronomes e crases e paralelismo. 

Ou seja, a presença de um vício de linguagem na sua redação do Enem fere a competência 1 e pode baixar a nota da sua redação em até 200 pontos. 

Por isso, é essencial que você entenda o que são vícios de linguagem e como identificá-los no seu próprio texto quando estiver treinando. 

Passo a passo de como evitar vícios de linguagem 

Agora que você já sabe que precisa começar a identificar os seus vícios de linguagem, chegou a hora de entender como combatê-los. 

Confira abaixo um passo a passo de como evitar os desvios da norma: 

  1. Identifique quais são os seus vícios de linguagem: antes de combater algo, é preciso saber o que é e quando aparece. Então, identifique quais são seus vícios relendo redações antigas, por exemplo. E caso não consiga fazer isso sozinho, peça ajuda dos amigos ou professores.
  2. Tenha um esboço do que quer falar ou escrever: antes de falar em público ou escrever uma redação, procure fazer um esboço. Isso ajuda a concentrar as ideias e evitar os erros.
  3. Pesquise e estude: não existe maneira de você vencer os vícios de linguagem ou qualquer desvio da norma se você não os conhecer. Então, estude a norma e tire suas dúvidas sobre regência, semântica, grafia, etc.
  4. Revise tudo o que escrever: antes de entregar a sua redação no dia do Enem ou quando estiver treinando, revise. Relendo o que você escreveu e tendo na cabeça o cuidado de prestar atenção nos vícios de linguagem, você vai conseguir entregar algo sem desvios.
  5. Leia em voz alta: por fim, a última dica é uma maneira de também revisar o seu texto, mas prestando atenção em como ele soa. Vimos que alguns dos vícios falam sobre a sonoridade de uma frase, então sempre tente ler em voz alta antes de finalizar uma redação. 

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre o que são vícios de linguagem, quais são os tipos que existem, como você pode evitá-los e por que deve fazer isso. 

Esperamos que este conteúdo tenha sido de grande ajuda! 

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17 min de leitura

Millennials e Geração Z: o que o profissional de marketing precisa saber

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Quem são os Millennials? 

Os Millennials, que também podem ser chamados de Geração Y, são um grupo geracional formado por pessoas nascidas desde o início da década de 1980 até o final dos anos 1990. 

Existem institutos de pesquisas que dizem que os Millennials são os nascidos entre 1981 e 1996, porém também existem institutos que fixam as datas de 1982 e 2004 como o intervalo. 

Mas independentemente de quando se fixa o limite para alguém ser considerado um Millennial, parte essencial dessa geração é sua experiência na virada de milênio e proximidade com a internet. 

Tanto que muitas pessoas chamam a Geração Y de “geração da internet” ou “geração do milênio”. 

Os Millennials nasceram e cresceram junto com o boom da internet e isso traz algumas características fortes para o grupo, como a atração por avanços tecnológicos, comunicação sem fronteiras e informações vindas de todos os lados. 

Eles também experimentaram alta urbanização, facilidade material e prosperidade econômica. 

O que pode dar a impressão de que Millennials são uma geração “mimimi” e que esperam prêmios cada vez que fazem o mínimo.  

Porém, a verdade é que essa é uma geração que cresceu em um mundo de extrema competição intelectual e que se transformou economicamente de maneira negativa, o que trouxe um sentimento geral de frustração. 

Quem faz parte da geração Z? 

A Geração Z veio depois dos Millennials e é formada por pessoas nascidas entre 1996 e 2012. 

O que mais marca essa geração é que seus indivíduos são totalmente nascidos em um mundo conectado à internet e com facilidade de acesso à informação. 

Por isso, uma das características mais fortes dos Zoomers, como também podem ser chamados, é serem nativos digitais. 

Além disso, a Geração Z também é muito mais adepta à abertura social das tecnologias. 

Ao contrário dos Millennials, que cresceram em um mundo de estabilidade econômica, a Geração Z cresceu em meio à recessão e a outros problemas, como a crise climática. 

Por conta desse contexto, os Zoomers são pessoas mais tolerantes à diferença, estão moldando a maneira como falamos sobre expressão sexual nos dias de hoje e tem uma forte visão política. 

As diferenças de consumo entre Millennials e Geração Z 

Apesar de as semelhanças entre Millennials e Geração Z serem grandes, já que ambas cresceram conectadas, existem muitas diferenças que profissionais de marketing não podem ignorar. 

Millennials 

Para os Millennials, o sentimento de comunidade e o relacionamento entre pessoas são valores marcantes. E eles se apegam à internet por ela proporcionar esse sentimento. 

Entre os Millennials, 47% disse que a única coisa sem a qual não consegue viver é a internet. 

Eles são muito mais apegados à experiência de uma compra do que ao produto em si, então costumam apoiar marcas que tem esses valores. 

Além disso, a Geração Y busca por ferramentas digitais que ajudem no dia a dia. Ou seja, a tecnologia e a conectividade é tudo para eles. 

Quanto ao consumo, os Millennials representam mais da metade dos compradores online. 54%, segundo a UPS. 

Eles utilizam smartphones para isso, analisam avaliações e depoimentos antes de comprar e mudariam de varejista ou lojista se tivesse uma experiência negativa.

Geração Z 

Já os integrantes da Geração Z tem uma visão um pouco diferente dos Millennials sobre consumo. Para eles, o mais importante é que uma marca se alinhe com seus valores pessoais. 

Além disso, como são mais críticos e políticos, os Zoomers querem ficar sabendo de onde vêm os produtos que estão consumindo, se a empresa é ética e qual é o impacto no meio ambiente. 

Por isso, a Geração Z não tem medo de falar contra marcas, se perceberem algo errado. 

Eles também são bastante adeptos do Do it Yourself, ou seja, eles costumam colocar a mão na massa para fazer algo e não hesitam em comprar de brechós ou briques. 

Esse grupo é muito mais protetivo com seus dados também, sendo que menos de um terço, em uma pesquisa da IBM, se disse confortável em compartilhar dados com empresas. 

45% deles disse escolher marcas ecologicamente corretas, 52% diz que usa o celular para fazer comparações entre preços e produtos e, em total discordância com os Millennials, eles gostam de fazer compras em lojas físicas. 

9 cursos para se destacar na área de comunicação e marketing 

E agora que você já entendeu quais são as principais diferenças de consumo entre Millennials e Geração Z, chegou a hora de colocar sua estratégia de comunicação em prática. 

Para isso, queremos convidar você a conhecer 9 cursos de pós-graduação EAD na área de comunicação e marketing do UNIFSA que vão ajudá-lo. 

Nosso formato +Carreira EAD permite que você tenha uma aprendizagem mais flexível e que conversa diretamente com o mercado de trabalho. 

E isso acontece através de múltipla certificação, abordagens ativas e acompanhamento de carreira.  

Na Pós +Carreira EAD UNIFSA, você conquista um certificado intermediário de extensão a cada 3 meses, acrescentando mais linhas ao seu currículo antes mesmo da conclusão de curso. 

Ao final, você recebe seu certificado de especialista. 

Durante a pós-graduação, você também recebe o aconselhamento de carreira por parte de um profissional, o que ajuda a escolher o melhor caminho para você.  

Confira os cursos de pós-graduação em comunicação e marketing que oferecemos: 

Análise de Cenários, Marketing Estratégico e Indústria 4.0 EAD 

Esta é uma especialização para capacitar você de forma estratégica e atualizada a uma nova visão do mercado e da indústria, introduzindo e aprofundando no modelo de Indústria 4.0. 

Veja a grade curricular neste link. 

Big Data e Marketing EAD 

Esta pós-graduação EAD em Big Data e Marketing dará para você uma base essencial de dois nichos em crescimento constante: dados e estratégias de marketing. 

Aprenda a utilizar ambos e formular estratégias nas quais eles se complementam. Confira os detalhes clicando aqui. 

Gestão de Comunicação em Instituições Públicas EAD 

Neste curso de especialização em Gestão de Comunicação em Instituições Públicas EAD, você aprenderá estratégias efetivas para desenvolver uma comunicação clara, concisa e eficiente nas instituições públicas. 

Veja a grade curricular e demais informações acessando esta página. 

Gestão e Marketing em Esporte e Lazer EAD 

Com a pós-graduação de Gestão e Marketing em Esporte e Lazer EAD você dominará as estratégias voltadas ao segmento de esportes e lazer. 

Aprenderá as particularidades dos negócios do setor, como hotéis, clubes esportivos e academia, além de desenvolver técnicas de criatividade, gestão/liderança e comprometimento organizacional. 

Veja detalhes neste link. 

Marketing de Experiência EAD 

Na especialização em Marketing de Experiência EAD, você se tornará especialista em estratégias de experiência do usuário. 

Aprenda a importância e como estimular emoções, provocar mudanças e revolucionar a perspectiva de possíveis clientes, tudo com um marketing inovador e assertivo. 

Confira todas as informações clicando aqui. 

Marketing Digital para E-Commerce EAD 

A pós-graduação em Marketing Digital para E-Commerce EAD do UNIFSA é uma especialização com foco nas estratégias de vendas e divulgação para negócios digitais, que vem ganhando cada vez mais destaque no mercado. 

Entenda tudo sobre anúncios online, canais de comunicação, suporte, redes sociais e muito mais. Clique aqui para ver a grade curricular. 

Marketing Para Pequenas e Médias Empresas EAD 

O curso de pós-graduação EAD em Marketing para Pequenas e Médias Empresas é uma excelente especialização para você, empreendedor ou profissional de marketing, que deseja expandir seu negócio, alcançar mais clientes e, claro, lucratividade. 

Nesta página, você confere a grade curricular e demais informações. 

MBA em Marketing, Criatividade e Inovação EAD 

Este MBA em Marketing, Criatividade e Inovação EAD do UNIFSA é uma especialização que tem como objetivo principal te especializar para atuação plena na área de negócios, lidando diretamente com criatividade e inovação dentro de setores de comunicação, marketing e administração. 

Conheça todas as informações neste link. 

Neuromarketing EAD 

Você vai aprender sobre o processo de absorção de informações do cérebro humano, dominando técnicas e ferramentas essenciais para estimular a mente a favor de ações de marketing para múltiplas finalidades. 

Se torne referência no nicho em que atua e seja sempre reconhecido pela assertividade profissional. Comece sua especialização clicando aqui. 

Conclusão 

Chegando ao final deste conteúdo, esperamos que a importância dos grupos geracionais para o marketing tenha ficado clara para você, assim como as diferenças entre Millennials e Geração Z. 

Leia também: 

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16 min de leitura

O que é preciso para ser um bom professor de literatura

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Como se tornar um professor de literatura? 

Para se tornar um professor de literatura, existem alguns passos que você precisa seguir. 

O primeiro deles é ter muito interesse pelo tema. Porém, não apenas interesse em literatura, é preciso também ter interesse na língua portuguesa como um todo. 

Isso porque a formação do professor de literatura na graduação é a mesma formação recebida pelo professor de língua portuguesa. 

Ou seja, ambos fazem a mesma faculdade: a licenciatura em letras. Depois de formado em letras, é preciso buscar um emprego na área. 

E uma pessoa formada em letras pode dar aulas para a educação infantil, ensino fundamental e médio e em cursinhos pré-vestibular. 

O professor de literatura também pode atuar na educação superior, ou seja, na graduação e pós-graduação. Mas para isso é necessário ter especialização em literatura, mestrado ou doutorado. 

É interessante dizer que a especialização em literatura também é uma opção para o professor da educação básica que quer aprimorar seus conhecimentos e melhorar o plano de carreira. 

O que a BNCC diz sobre a literatura 

A BNCC é a sigla usada para se referir à Base Nacional Comum Curricular. 

Este é um documento que define quais são os aprendizados fundamentais para a trajetória de um aluno e que devem ser comuns em escolas nacionais. 

A BNCC abrange desde a educação infantil até o ensino médio e é utilizada como a ferramenta que orienta e guia a elaboração de currículos escolares. 

E como estamos falando de literatura, onde ela entra na BNCC? 

Na verdade, a literatura não entra explicitamente na BNCC. Nós podemos encontrar menções à ela dentro de outros aspectos. 

A literatura é contemplada na BNCC especialmente na terceira das dez Competências Gerais da Educação Básica. O texto diz: 

  • Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 

Dentre as competências, esta fala sobre como é papel da escola se tornar um local propício para manifestações artísticas. 

E como a literatura é considerada uma arte, podemos encontrá-la nesta competência. 

Mas, como dissemos acima, a literatura permeia diversos outros aspectos da BNCC e pode ser encontrada quando o documento fala sobre: 

  • A diversificação de formatos para consumo de histórias, colocando os livros digitais, filmes, paródias, HQs e animações junto aos livros na categoria; 
  • A necessidade de as práticas literárias estarem presentes no contexto escolar; 
  • A formação do leitor-fruidor, um aluno com a capacidade de dialogar com uma obra e entender sua multiplicidade de sentidos. 

Como trabalhar a literatura em sala de aula 

De acordo com especialistas, independentemente da faixa etária do aluno, o livro sempre funciona como uma ferramenta “disparadora” de discussões em sala de aula. 

A partir da história contada nele é possível promover discussões sobre os mais diversos temas. 

Por isso, uma das melhores formas de trabalhar a literatura em sala de aula é utilizar essa faceta do livro, como algo que começa discussões. 

O ideal é não pré-julgar quais serão as mensagens entendidas pelos alunos e nem tentar limitar a discussão, mas ser um mediador, sabendo para onde levar a discussão, mas deixando que os alunos digam seus entendimentos e como eles chegaram nessa conclusão. 

Isso significa estimular a troca de impressões entre dois ou mais alunos, como cada um interpretou um acontecimento, qual personagem é o favorito deles e por quê, e qual é a relação entre expectativa e realidade da leitura para eles. 

Também é importante trazer a discussão para o mundo real. Como a trama e os personagens se traduzem para a realidade dos alunos? Como se relacionam com quem, e o que, eles conhecem? 

Isso ajuda a deixar a literatura mais próxima da realidade, o que estimula o hábito da leitura e o pensamento crítico dos alunos.

Como incentivar a leitura sendo professor de literatura 

Além de como trabalhar a literatura em sala de aula, existem algumas práticas que o professor pode ter para promover o hábito da leitura. Confira abaixo: 

Descubra o que os alunos gostam de consumir 

Sabemos que o currículo escolar pede que as aulas de literatura passem pelo estudo dos clássicos nacionais e mundiais. 

Porém, quantas vezes já ouvimos dos próprios alunos reclamações sobre a obrigatoriedade de livros que não interessam a eles? Aliás, como tornar esses livros interessantes para eles? 

Uma maneira pode ser trabalhar obras mais atuais e do gosto dos alunos junto aos clássicos. A ideia seria agregar, e não substituir. 

Deixe os livros acessíveis 

Outro aspecto que acaba afastando os alunos da literatura é a impressão de que livros não são para todos. Então, uma forma de estimular a leitura é mostrar como livros são acessíveis. 

E como fazer isso? Levando a turma até a biblioteca, deixando que eles escolham a próxima leitura, mostrando como funciona o processo de aluguel de livros, etc. 

Converse sobre leituras  

Conversar sobre leituras é diferente de discutir o livro escolhido para ser trabalhado em sala de aula. Aqui, a ideia seria tirar o estigma de obrigatoriedade de um livro. 

Que tal conversar com os alunos sobre sua leitura mais recente ou perguntar o que eles querem muito ler? Que tal trazer curiosidades e informações de cultura pop sobre livros? 

Conversar sobre leituras é uma maneira de deixar os alunos curiosos para conferir por eles mesmos, o que pode ajudar a construir o hábito da leitura. 

Use a tecnologia como aliada  

Por fim, para estimular a leitura entre os alunos é essencial ver a tecnologia como aliada. 

Hoje, os livros estão em todos os lugares e dispositivos porque existem lojas de ebooks na internet e aplicativos de assinatura de audiobooks. 

Não é mais necessário que os alunos apenas leiam livros físicos, eles podem escutar histórias ou acompanhar o texto no próprio celular. 

E entender essas possibilidades faz as suas aulas serem mais interessantes para os alunos também. 

Desenvolva suas habilidades de professor de literatura 

E agora que você chegou a esta altura do conteúdo, deve estar se perguntando como fazer tudo isso. Bem, uma maneira é aprimorando seus conhecimentos. 

Por isso, queremos aproveitar este espaço para convidar você a conhecer um curso de especialização que pode ajudar bastante no processo de incentivo à leitura de estudantes.  

O curso de pós-graduação em Literatura EAD do UNIFSA foi criado para levantar as questões que trouxemos neste artigo e desenvolver as suas metodologias de ensino.  

Nesta especialização, você aprenderá tudo sobre a literatura, as escolas, principais autores, contextos históricos e muito mais. 

O objetivo é capacitar você para atuar como professor nessa área, ou apenas aprofundar seus conhecimentos acerca do assunto, servindo de bagagem para suas produções.  

Esta é uma ótima opção para pedagogos e professores de literatura e língua portuguesa que buscam aperfeiçoamento e atualização profissional.  

Na pós-graduação EAD UNIFSA, você ainda recebe uma aceleração profissional, conquistando um certificado de extensão intermediário a cada 3 meses, que são os seguintes:  

  • Literaturas europeias 
  • Literatura infantil
  • Introdução à Literatura 
  • Literaturas brasileira e africana 

E ao final, você se torna especialista com um certificado em Especialização em Literatura 360h. 

Outra característica importante desse formato é você receber um acompanhamento profissional de carreira. Conheça a especialização em Literatura EAD neste link. 

Leia também: 

Baixe o e-book para descobrir as profissões em alta desta década!

--> Dentre as funções de um professor de literatura está incentivar o hábito da leitura, deixar a literatura mais acessível ...
14 min de leitura

A importância da fisioterapia do trabalho para as organizações

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O que é fisioterapia do trabalho 

A fisioterapia do trabalho é uma área bastante antiga. 

Pode-se dizer que seu nascimento no Brasil está em 1879, quando o aumento de acidentes em indústrias fez empresários buscarem um profissional que desse assistência na recuperação dos acidentados. 

A profissão foi regulamentada em 1969, sendo que o primeiro curso de graduação no Brasil começou a ser oferecido em 1963. 

De maneira geral, a fisioterapia do trabalho tem como objetivo evitar que um colaborador adquira uma doença ocupacional, atuando na prevenção dessas doenças com a ajuda da ergonomia, ginástica laboral e uma série de outras técnicas. 

Além disso, parte importante dessa área é a recuperação de colaboradores que adquiriram doenças laborais. Dentre as principais atribuições da fisioterapia do trabalho estão: 

  • Contribuir para aumentar o bem-estar, desempenho e produtividade do colaborador; 
  • Prescrever exercícios laborais e promover a ergonomia; 
  • Atuar ajudando na recuperação de queixas ou desconfortos físicos; 
  • Evitar a manifestação de doenças de origem ocupacional. 

Dentro das empresas, a atividade de fisioterapia do trabalho raramente é realizada por um fisioterapeuta colaborador. Na maior parte das vezes, é contratado um profissional terceirizado. 

Os benefícios da fisioterapia do trabalho 

Como a principal função da fisioterapia do trabalho é proporcionar o bem-estar e o cuidado com a saúde física do colaborador, seus benefícios se estendem para todos os funcionários de uma organização, desde o diretor até terceirizados. 

A primeira série de benefícios, obviamente, está no campo fisiológico. Ou seja, a fisioterapia do trabalho ajuda a trazer: 

  • Redução de dores e incômodos sentidos no dia a dia e diminuição da fadiga; 
  • Aumento da eficiência e melhoria da qualidade de vida do colaborador; 
  • Prevenção do sedentarismo e doenças laborais; 
  • Melhora na postura e aumento da mobilidade, força, ritmo e coordenação motora. 

Além disso, também existem os benefícios físicos, que são: 

  • Melhora na autoestima, na motivação para enfrentar a rotina e na concentração; 
  • Diminuição do estresse, ansiedade e níveis de tensão. 

E não apenas benefícios para o colaborador traz a fisioterapia do trabalho. Ela também ajuda organizações a se tornarem mais produtivas através do cuidado com os colaboradores. 

As principais vantagens para as empresas são: 

  • Melhora no clima organizacional e na imagem da empresa diante dos funcionários; 
  • Redução no número de afastamentos, o que traz redução de gastos; 
  • Aumento na produtividade e na melhoria de resultados.

 

A demanda por fisioterapeutas nas organizações 

Se você pretende seguir na área da fisioterapia do trabalho, é importante saber que esta área, assim como a fisioterapia no geral, se encontra em crescimento. 

De acordo com dados da Catho, a procura por fisioterapeutas cresceu 725% desde 2019. 

Antes do período da pandemia de Covid-19, a fisioterapia já vinha sendo buscada com mais frequência por conta do envelhecimento da população. 

Segundo pesquisa da Agência Brasil, 37 milhões de pessoas no Brasil são idosos, e esse número tende apenas a aumentar. 

O que faz com que os profissionais da fisioterapia se preparem para atuar com essa população. 

Mas para além disso, a pandemia de Covid-19 também trouxe um aquecimento para o mercado da fisioterapia hospitalar e respiratória.

Uma das principais sequelas do vírus são problemas respiratórios, o que obrigou muitas pessoas a buscarem ajuda profissional. 

E embora o crescimento de 725% observado pela Catho se refira em maioria à profissionais das áreas citadas no parágrafo acima, a fisioterapia do trabalho também cresceu e deverá se modificar. 

Isso porque devido à pandemia, o teletrabalho se tornou bastante popular, levando a responsabilidade de adaptação à ergonomia e enfrentamento do sedentarismo para dentro das casas dos colaboradores. 

O que faz um fisioterapeuta do trabalho 

O principal papel do fisioterapeuta do trabalho é tratar e prevenir lesões laborais dentro do ambiente de trabalho. 

Dessa forma, grande responsabilidade é a saúde dos colaboradores. 

Os fisioterapeutas do trabalho não costumam trabalhar sozinhos, eles trabalham junto a médicos e terapeutas ocupacionais para resgatar a saúde de pacientes ou chegar a diagnósticos. 

Dentre as principais funções realizadas pelo fisioterapeuta do trabalho estão: 

  • Prevenir, e também tratar, queixas e doenças laborais musculoesqueléticas; 
  • Promover conhecimento sobre capacitação, tratamento preventivo e conscientização de doenças laborais dentro do ambiente de trabalho; 
  • Desenvolver programas de ginástica laboral. 

Qual é o perfil de um fisioterapeuta do trabalho? 

Para quem deseja atuar na área, é importante atentar para algumas características importantes. 

O profissional que atua na fisioterapia do trabalho precisa ter a capacidade de gerar resultados e de promover a integração de grupos, precisa ter habilidade de se comunicar bem e claramente, além de possuir pensamento analítico para resolução de problemas. 

Qual a média de salário de um fisioterapeuta do trabalho? 

Segundo dados do site Vagas, a média salarial de um fisioterapeuta do trabalho no Brasil é de R$ 2.895,00.

Sendo que o salário mais alto é de R$ 3.667,00 e o salário inicial, de R$ 2.052,00. 

Porém, segundo o site Glassdoor, é possível encontrar salários de cerca de R$ 6.000,00 e R$ 7.000,00 dependendo da senioridade do profissional, cargo ocupado e empregador. 

Seja um especialista em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia 

No Brasil, a Fisioterapia do Trabalho só pode ser exercida por um profissional que tenha graduação em fisioterapia e registro profissional no COFFITO, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. 

Além disso, existe a preferência para que o profissional atuante na área também tenha uma especialização em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia. 

Por isso, queremos aproveitar este espaço para convidar você a conhecer a Pós +Carreira EAD UNIFSA em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia. 

Com esta especialização, você aprenderá técnicas para deixar a experiência corporativa mais agradável ao corpo, à saúde e à mente. 

Dentre os conhecimentos adquiridos estarão práticas transformadoras para a rotina, a promoção de bem-estar e qualidade de vida e como atuar dentro de espaços corporativos e industriais. 

A Pós-graduação em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia EAD também permite que você acrescente mais linhas ao seu currículo antes mesmo da conclusão do curso. 

Isso porque o formato +Carreira proporciona múltipla certificação. A cada três meses, você conquista um certificado intermediário de extensão, além de um diploma de especialização 360h ao final do curso. 

Os certificados intermediários que você receberá durante o curso são estes: 

  • Introdução à Saúde do Trabalho 
  • Técnicas fisioterapêuticas aplicadas à saúde do trabalho 
  • Ginástica Laboral e Qualidade de Vida 
  • Análise Ergonômica do Trabalho   

Outra característica importante da Pós +Carreira EAD UNIFSA é que você recebe acompanhamento profissional de carreira. Além de poder contar com convênios para cursar sua especialização com descontos. 

Conheça a Pós +Carreira EAD UNIFSA em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia neste link. 

Conclusão 

Esperamos que ao chegar ao final deste artigo, você tenha conseguido tirar suas dúvidas sobre como funciona a fisioterapia do trabalho e como você pode se especializar para atuar na área. 

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3 atividades inclusivas para fazer em sala de aula com seus alunos

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O que é educação inclusiva? 

Em conceito, a educação inclusiva se baseia na ideia de cidadania global, incluindo todas as pessoas, sem preconceito. 

De acordo com essa ideia, todos os alunos seriam diferentes entre si e únicos, o que reforça a ideia de que não existe um grupo de pessoas diferentes e um grupo de pessoas normais, mas que todos são diferentes e que isso é normal. 

Na prática, então, a educação inclusiva é uma abordagem que busca a adaptação do sistema educacional para garantir o acesso e permanência de alunos com necessidades especiais em escolas regulares. 

Os principais objetivos são o aluno conseguir acessar e permanecer no sistema regular, se integrar com os demais alunos e participar dos mesmos processos de socialização. 

Uma escola que pratica a educação inclusiva acaba por ser uma escola diversa, porém precisamos tomar cuidado ao usar o termo porque a educação inclusiva não é caracterizada pela diversidade. 

Uma escola com um corpo de alunos diverso não necessariamente tem um projeto pedagógico que abrange todos e recursos inclusivos. 

Educação especial X educação inclusiva 

Durante muito tempo no Brasil, a educação de pessoas com necessidades especiais se dava apenas em escolas especiais. 

A educação especial foi pensada para atender exclusivamente alunos que tenham necessidades especiais. 

Ela atende alunos com transtornos gerais do desenvolvimento (TGD), deficiência física, visual, auditiva e intelectual, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação. 

A educação especial é aplicada em escolas especiais, que podem abarcar um tipo de necessidades citadas acima ou várias. 

Porém, escolas especiais sempre geraram algumas críticas. 

A maior delas é que esse tipo de abordagem acaba segregando o aluno com necessidades especiais e tirando dele algo essencial: a integração com os demais alunos. 

Por isso, estudiosos da área acreditam que o ideal seja o sistema regular de ensino se adaptar física e pedagogicamente para receber alunos com necessidades especiais de forma inclusiva. 

Como surgiu a educação inclusiva? 

O que viria a ser a educação inclusiva começou a ser debatida de forma prática em 1994, na Conferência Mundial de Salamanca sobre Educação para Necessidades Especiais. 

Desta conferência saiu um documento, a Declaração de Salamanca, que reforça o compromisso das nações com a educação para todos, incluindo crianças e adolescentes com necessidades especiais. 

Como consequência ao documento, e aos movimentos para transformar em prática as resoluções da declaração, surgiu a educação inclusiva. 

Os desafios da educação inclusiva no Brasil 

Embora ainda não tenha um cenário ideal, e veremos por que, a educação inclusiva é muito melhor hoje do que já foi em outros tempos. 

Entre 2010 e 2020, as matrículas de alunos com necessidades especiais em escolas comuns teve um crescimento de cerca de 20%. Em 2010 eram 68,9% e em 2020 esse número passou para 88,1%. 

Em alguns estados do país (Acre, Rio Grande do Norte, Roraima e Espírito Santo), a porcentagem de alunos com necessidades especiais matriculados em escolas comuns chega a 100%, o que é um marco louvável. 

Porém, não só apenas de dados positivos vive a educação inclusiva no Brasil. 

Problemas de infraestrutura 

O Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2021 notou que apenas 63,3% dos banheiros em escolas comuns da zona urbana possuem banheiro adequado, por exemplo. 

E que apenas 31,9% das escolas conta com uma sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado, o AEE. 

Essa diferença no acesso à educação básica acaba trazendo dificuldades para a vida adulta das pessoas com necessidades especiais, como mostra um dado divulgado pelo IBGE. 

Reflexo na vida adulta 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, elaborada pelo IBGE, 67% da população com deficiência não tem a instrução formal que deveria ter. 

Entre pessoas sem deficiência, essa porcentagem cai para 30%, mostrando que não é um problema ocasional, mas estrutural. 

Preconceito e bullying 

Outro desafio enfrentado pela educação inclusiva no país é o medo que os pais de crianças com deficiência têm de seus filhos sofrerem preconceito entre crianças consideradas “normais”. 

Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha em 2021, 87% dos pais tem esse receio. 

A pesquisa também mostrou outros dados interessantes da percepção do povo brasileiro sobre a educação inclusiva, como 86% dos entrevistados afirmando que a escola se torna um ambiente melhor com a inclusão. 

Formação dos professores 

Outro problema encontrado é quanto à formação dos professores. 

Segundo a pesquisa do Datafolha, 71% dos entrevistados acredita que os professores têm intenção de atuar com educação inclusiva, mas 67% citou que eles não têm a formação adequada. 

E essa percepção pode estar correta porque o Censo Escolar 2019, por exemplo, descobriu que apenas 6% dos professores do sistema educacional brasileiro está preparado para ministrar aulas para alunos com necessidades especiais. 

O que também é interessante no censo é que entre os professores que atuam na educação especial, a porcentagem de profissionais capacitados para a área é de apenas 42%.

3 atividades inclusivas para fazer em sala de aula 

Mesmo que a escola onde você atua não tenha uma abordagem de educação inclusiva ou não tenha a infraestrutura necessária, ainda existem atividades inclusivas para fazer em sala de aula que ajudam os alunos a chegarem no objetivo. 

Nós selecionamos três delas aqui, e você vai perceber que são atividades inclusivas para fazer em sala de aula que não requerem muito material ou esforço, apenas intencionalidade. 

1 Contação de histórias

A contação de histórias é uma maneira universal de trabalhar interpretação e senso crítico. 

Pode-se criar diversas atividades inclusivas para fazer em sala de aula a partir de uma história, como explorar os aspectos táteis do livro, a imaginação das crianças ao apenas contar a história de forma oral ou, então, trabalhar um teatrinho. 

2 Desenhar o corpo

Essa é uma atividade que ajuda a criança a entender a diferença de maneira real e visual. Você vai precisar de um rolo de papel e canetas coloridas, lápis de cor ou giz de cera. 

Antes da atividade, você pode trabalhar com os alunos quais são as partes do corpo, como cuidar do nosso corpo, o que é igual às outras pessoas e o que é diferente. 

Então, promove a atividade em si usando duplas. Um coleguinha contorna o corpo do outro no papel, o que vai ajudar ambos a entender as dimensões reais de seu corpo e como eles são diferentes. 

Depois da atividade, você pode voltar com os questionamentos, buscando saber como foi a experiência, qual foi a maior dificuldade e provocando os alunos para verem diferenças e semelhanças entre os desenhos. 

3 Guiar os colegas

Essa é uma das atividades inclusivas para fazer em sala de aula que mais promove colaboração, confiança e a expressão dos alunos. 

A ideia é dividir os alunos em trios e pedir que eles formem um trenzinho, sendo que o contato entre eles deve ser feito pela mão no ombro do coleguinha. 

Os alunos que ficarem na frente do trenzinho e atrás deverão ser vendados, deixando que o aluno que ficar no meio seja o guia e oriente os colegas a caminhar pela sala de aula evitando os obstáculos. 

As posições podem ser rotacionadas, para que todos possam ter a experiência. Depois dela, o ideal é conversar sobre o que aconteceu e o que eles aprenderam com isso. 

O papel do professor na construção de uma escola inclusiva 

Para que a educação inclusiva chegue com força no sistema educacional regular, existe a necessidade de se criar uma rede de apoio. 

É preciso contar com iniciativas do Estado, com políticas públicas, com a participação ativa de pais e responsáveis e com a formação adequada de professores e equipe escolar. 

E este é um dos maiores desafios na formação do professor porque, em muitas esferas, a educação inclusiva ainda é vista como paralela à educação regular. 

Assim como durante o uso de metodologias ativas, dentro da sala de aula inclusiva, o professor toma papel de guia, de mediador e mentor. Nesse cenário, o projeto pedagógico deve ser o responsável por promover a equidade de oportunidades e a diversidade. 

O papel do professor, nesse sentido, seria de intervir nas atividades quando o aluno não tiver autonomia para se desenvolver sozinho, ajudando-o e mostrando o caminho. 

Mas para isso, ele deve estar preparado e qualificado. 

Portanto, queremos aproveitar este espaço para convidar você a conhecer a Pós +Carreira EAD UNIFSA em Educação para Diversidade. 

Torne-se um especialista em Educação para a Diversidade  

A pós-graduação em Educação para Diversidade EAD do UNIFSA visa preparar o profissional para uma atuação mais humanizada e efetiva dentro do ambiente educacional.   

Você entra em contato com disciplinas e temas relevantes, que auxiliam no desenvolvimento de habilidades e metodologias de ensino para contemplar a inclusão de modo central.  

Além disso, na Pós +Carreira EAD UNIFSA você conquista um certificado intermediário a cada 3 meses, acrescentando mais linhas ao seu currículo antes mesmo da conclusão de curso.  

Os certificados intermediários de extensão que você receberá durante o curso são estes:  

  • Diversidade, Alfabetização, Tecnologia e Formação Docente na EJA  
  • Gestão Diversidade e Comportamentos  
  • Interdisciplinaridade, Aprendizagem Significativa e Avaliação  
  • Diversidade, Políticas e Direitos Humanos no Contexto Educacional  

E ao final, você se torna especialista com um diploma em Educação Para Diversidade 360h.  

Outra característica importante da Pós +Carreira EAD UNIFSA é você receber um acompanhamento profissional de carreira.

Conheça a Pós +Carreira EAD UNIFSA em Educação para Diversidade neste link. 

Conclusão 

Chegando ao final deste conteúdo, esperamos que você tenha conseguido entender o contexto da educação inclusiva no Brasil e que tenha aproveitado nossas dicas de atividades inclusivas para fazer em sala de aula. 

Também não deixe de conhecer a Pós-graduação em Educação para Diversidade EAD do UNIFSA. Temos certeza de que será de grande ajuda na sua carreira. 

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O que é nomofobia, o vício que pode prejudicar sua vida

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O que é a nomofobia? 

A nomofobia é o medo irracional de ficar sem o celular, o medo de ser incapaz de usar o telefone ou de ficar sem sinal de internet.  

A termo deriva do inglês (no + mobile + phobia = nomophobia, nomofobia em português) e foi criado pela YouGov, uma instituição de pesquisa sediada no Reino Unido. 

O instituto identificou que 88% dos britânicos entre 18 e 35 anos se sentiam ansiosos, nervosos e preocupados se ficassem separados de seus smartphones por 24 horas.

E essa não é uma realidade apenas dos britânicos, ela se estende ao mundo inteiro. 

Na Coréia do Sul, pessoas de 18 a 37 anos relataram que sentem que smartphones são parte de sua identidade e uma extensão de seus corpos. Enquanto isso, os brasileiros passam em média 3h14m por dia conectados aos seus celulares. 

A nomofobia não seria uma fobia, mas um vício 

Por definição, uma fobia é um medo irracional de alguma coisa. 

Esse medo irracional é um desconforto que leva as pessoas a imaginarem os piores cenários envolvendo a tal coisa, além de trazer a sensação de pânico e terror. 

Nesse sentido, especialistas dizem que a nomofobia não é uma fobia, mas um vício.  

Para ser uma fobia, o medo sentido pelos nomofóbicos precisaria ser irracional. Porém, tudo o que eles temem poderia acontecer, por exemplo ficar sem bateria ou perder uma notícia. 

O vício, por sua vez, foca na obtenção de prazer de um indivíduo e na dependência.

Isso faz com que ele se afaste dos amigos e da família, seja prejudicado no trabalho e mude o curso de suas ações. O vício também traz ansiedade e angústia. 

Assim, o medo que uma pessoa tem de ficar longe do celular pode ser comparado ao medo que um dependente químico sente ao pensar que não vai ter o prazer proporcionado pelo entorpecente. 

Os sinais de alerta da nomofobia 

Usar o celular para realizar tarefas do dia a dia faz parte da normalidade do mundo atual, já que os aplicativos permitem que façamos coisas diversas, desde compras de mercado até trabalhar. 

Porém, identifica-se a nomofobia quando a relação de uma pessoa com seu smartphone é de dependência.

Você se torna um nomofóbico quando, ao ficar longe do seu celular, começa a apresentar sintomas físicos e mentais que se parecem com a abstinência de drogas. 

Por isso, preste atenção aos seguintes sinais de alerta: 

  • Nunca desliga o telefone porque não consegue; 
  • Sempre verifica se tem novas mensagens, e-mails ou se perdeu alguma ligação; 
  • Abre as redes sociais o tempo inteiro para verificar notificações; 
  • Fica irritado quando está em um local sem wi-fi ou quando os dados móveis não funcionam; 
  • Sempre leva o celular para o banheiro com você; 
  • Se fica muito sem usar o celular, sente que algo está errado; 
  • Faz várias pausas durante o trabalho para verificar notificações no celular; 
  • Acorda no meio da noite para mexer no celular; 
  • Se sente incompleto quando sai de casa e esquece o telefone; 
  • Leva o carregador para todos os lugares porque tem medo de ficar sem bateria. 

É importante saber distinguir sinais de nomofobia do uso normal do celular, então pense nesses sinais de alerta como extremos.

Os prejuízos da nomofobia para sua vida 

Como dissemos, a definição da nomofobia é a ansiedade de ficar sem o celular e isso acaba tendo efeitos físicos e mentais bastante perigosos. Especialistas dizem que, em casos extremos, essa ansiedade pode levar à depressão. 

Os sinais psicológicos englobam a ansiedade e angústia, mas os sinais físicos podem afetar a saúde dos olhos, atrapalhar o sono e provocar fadiga.

Na prática, existem graus variados de prejuízos para a saúde, então nem sempre será possível identificar, mas podemos citar os mais comuns: 

Problemas de concentração 

Uma das justificativas de ter o celular sempre por perto é ser multitarefa.

E apesar de a sociedade estar convencida de que ser multitarefa nos permite fazer mais com o nosso tempo, a verdade é que o cérebro não está estruturado para fazer duas coisas ao mesmo tempo. 

Por isso, usar o celular enquanto assiste televisão, por exemplo, não otimiza o seu tempo, apenas faz com que você perca a concentração em ambas as tarefas. 

Você acaba não dando a atenção necessária para as duas tarefas que se propõe a fazer e isso traz uma queda de produtividade, menos assertividade e dificuldade de concentração. 

Ansiedade 

Grande parte da necessidade de estar conectado e sempre presente online é o medo de estar perdendo algo importante, também chamado de FOMO (fear of missing out).

Essa é uma ansiedade comum em uma sociedade conectada e dependente de redes sociais. 

De repente, estamos carregados de sentimentos angustiantes de que nossos amigos estão fazendo planos sem nós, que perdemos o meme mais recente ou que seremos os últimos a saber sobre uma notícia importante. 

Insônia 

Esse é um problema físico comum a quem fica muito tempo no celular, isso porque os smartphones estão cheios de informações estimulantes e isso deixa o cérebro animado, sem vontade de dormir, mesmo que você esteja cansado fisicamente. 

Além disso, os smartphones e dispositivos no geral emitem a chamada “luz azul”, que impacta a córnea e pode causar dores de cabeça, cansaço visual e envelhecimento precoce da retina. 

luz azul dos dispositivos é formada pela luz turquesa e luz violeta, sendo que a última é aquela que prejudica o sono. Isso porque ela bloqueia a produção de melatonina. 

Dificuldade de se conectar 

Mais um dos sintomas psicológicos e sociais, a nomofobia pode causar uma dificuldade de conexão de um indivíduo com outros indivíduos. 

A ansiedade de estar sempre conectado tira a atenção de uma pessoa da conversa que estiver tendo e leva para o aparelho.

Nesse cenário, conversas entre amigos ou familiares se tornam chatas e sem sentido, enquanto o bombardeio de informações nas redes sociais e aplicativos traz alegria. 

O que causa muitas pessoas começarem uma conversa presencial com alguém, mas logo em seguida já puxar o telefone para checar alguma coisa. 

Como lidar com a ansiedade de ficar afastado do celular 

A nomofobia não é uma doença em si, como podemos ver ao longo do artigo, mas uma espécie de vício movido pela ansiedade e pelo medo de ficar de fora de alguma novidade. 

Por isso, uma das maneiras de lidar com a nomofobia, ou seja, com a ansiedade de ficar longe do celular, é dissociando o smartphone de uma ideia positiva. 

Antes mesmo de tomar atitudes contra essa ansiedade, você precisa entender o que ela representa e como afeta negativamente o seu corpo e sua mente. 

Então, tendo essa ideia clara, você pode aplicar algumas dicas: 

  • Desligue o celular quando estiver conversando com seus amigos e familiares ou quando quiser descansar e passar um tempo desconectado. E, claro, busque ter a força de vontade de não ligar o celular para poder se conectar novamente. 
  • Equilibre o tempo que você passa tendo contato humano com o tempo usado no celular. Ou seja, se você identificou que ficou uma hora no celular, passe uma hora na companhia de algum amigo ou familiar. E não vale ser pelo whatsapp! 
  • Quando for dormir, deixe o seu telefone a, pelo menos, 10 metros de distância da sua cama. Essa é uma tática interessante para evitar que você acesse o telefone durante a noite e ainda ajuda a levantar no horário certo de manhã. 
  • Defina momentos do dia em que você vai ficar longe do seu celular, pode ser durante o horário de trabalho ou em algum período específico para realizar outras tarefas. A intenção é começar a se acostumar a ficar sem ele. 
  • Não abra nenhum aplicativo, nem os de mensagens ou e-mails, durante 30 minutos depois de acordar e nem 30 minutos antes de dormir. Isso ajuda a manter o seu ciclo de sono. 
  • E se precisar, baixe aplicativos que limitam o uso de tempo de determinados apps no seu celular. Esses aplicativos bloqueiam as atividades depois de um certo tempo. 

Essas são dicas que ajudam nomofóbicos a lidar com a ansiedade de ficar longe do celular. 

Porém, se você percebeu que apresenta nomofobia em níveis elevados, o caminho mais recomendado é buscar ajuda profissional. 

Um psicólogo vai ajudar você a investigar melhor a raiz desse problema e, também, a elaborar técnicas para encerrar a relação de dependência que você tem com o celular. 

Conclusão 

Chegando ao final deste artigo, esperamos ter conseguido ajudar você a entender o que é a nomofobia, como ela pode afetar a sua saúde e o que você pode fazer para lidar com ela. 

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Como escolher um bom livro didático de português para sua turma

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A diferença entre o livro didático e o livro paradidático 

Antes de seguirmos em nossas observações sobre o livro didático, é importante realizarmos uma pequena diferenciação.

Atualmente, em sala de aula, são utilizados diversos tipos de materiais didáticos, entre eles os livros didáticos e os paradidáticos. 

A diferença entre o livro didático e o livro paradidático está em seus objetivos e suas funções dentro processo de ensino-aprendizagem.

O livro didático busca trabalhar diversos conteúdos relacionados a uma disciplina. Já o paradidático, é responsável pelo aprofundamento de um assunto específico.  

Por exemplo: o livro História Geral e do Brasil é considerado um livro didático. Afinal, reúne diversos conteúdos de história de forma geral. Seu objetivo é fornecer aos alunos e professores todas as informações essenciais relacionadas à disciplina.

Já o Diário de Anne Frank pode ser utilizado como um livro paradidático. Ele traz detalhes sobre a Segunda Guerra Mundial e a ocupação nazista nos países baixos. Ou seja, a obra contribui para uma compreensão mais profunda desses processos históricos. 

Assim, podemos dizer que o livro paradidático é um recurso complementar, sendo usado para enriquecer o conhecimento dos alunos. 

Os livros considerados paradidáticos são selecionados pelos professores e instituições de ensino. Podem ser produções literárias, biografias, livros não-ficcionais, entre outros. 

Neste artigo, nos concentramos exclusivamente nos livros didáticos!

Como é feito um livro didático

Todo e qualquer livro publicado precisa passar por uma série de processos antes de chegar às mãos do leitor. 

Quando se trata de livros educacionais, o processo é ainda mais minucioso. Conheça as etapas de produção de um livro didático:

Escrita dos originais

Essa etapa envolve muita pesquisa e desenvolvimento de conteúdos. Normalmente, os livros são escritos do zero a fim de garantir a originalidade da produção. Essa é uma das fases mais importantes do processo, afinal é nela que o livro ganha vida e se estrutura. 

Edição

Depois de escrito o primeiro esboço do livro didático, vem a edição. Nessa etapa, o texto passa por diversas modificações. As mudanças buscam deixar o conteúdo o mais atraente, qualificado e original possível. 

Ilustração

Com a parte textual editada, inicia-se o processo de ilustração do livro. Nessa etapa, são selecionadas as imagens e as ilustrações que acompanharão os escritos. 

As imagens comunicam tanto quanto o texto, sendo parte essencial do processo de produção dos livros didáticos. 

Diagramação

Depois disso, começa a fase de diagramação. A diagramação consiste na organização de elementos gráficos (caracteres, imagens, tabelas) em peças de leitura. Sua principal função é proporcionar uma melhor comunicação do texto, ordenando e padronizando as informações escritas. 

Revisão

Com a diagramação finalizada, é hora de revisar o livro. Nessa etapa, são analisadas tanto questões gramaticais quanto relacionadas aos conteúdos. O objetivo é garantir que tudo esteja dentro dos conformes e que nenhuma informação imprecisa ou desatualizada se encontre no material. 

Além dos educadores, a produção de livros didáticos envolve uma série de profissionais. Entre eles, editores, diagramadores, revisores de texto e ilustradores que trabalham simultaneamente.

Como escolher um livro didático de português 

A escolha do livro didático é um grande momento para os profissionais da educação, uma vez que é hora de selecionar qual material será seu aliado no processo de ensino-aprendizagem. 

O processo de escolha do livro didático normalmente é feito pelos professores junto às instituições de ensino. 

Tanto em instituições públicas quanto em privadas, é necessário observar como o material dialoga com o objetivo da escola. Além disso, é importante ter atenção nos pontos referentes à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define os conhecimentos e as habilidades que todos os alunos devem desenvolver no período escolar. Logo, ela abarca toda a Educação Básica, que vai desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

A BNCC é dividida em quatro áreas do conhecimento: Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Ela também dialoga com documentos já existentes na nossa educação, como os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais.

A Língua Portuguesa é um dos componentes da área de Linguagens da BNCC, que também conta com Educação Física, Arte e Língua Estrangeira Moderna. 

Quando falamos de linguagem, falamos de comunicação, a qual pode se dar de forma oral e escrita, mas também por meio de linguagem corporal, linguagem de sinais, linguagem artística, entre outros.

Por essa razão, a BNCC propõe um ensino de Língua Portuguesa centrado no texto. Afinal, por meio dele, é possível trabalhar todos os eixos da esfera linguística. 

Os conceitos trabalhados pela Base em Língua Portuguesa envolvem práticas sociais de leitura e escrita, os gêneros discursivos e os meios de circulação dos textos.

Estar atento aos critérios da BNCC é essencial para escolher um livro didático de português adequado. 

No entanto, existem também outros pontos para se levar em conta na hora de decidir qual livro didático utilizar com sua turma. 

No artigo Escolha do Livro Didático: Critérios a serem considerados, os autores Joana Lúcia Alexandre de Freitas e Jean Carlos Tessarolo Fracalossi propõem alguns pontos interessantes. 

Confira os aspectos que merecem sua atenção:

1º- Os aspectos dos conteúdos: se apresentam clareza conceitual, teóricos e metodológicos;

2º- Pode ser classificado como inteligível, com boa legibilidade, com figuras e imagens que despertam interesse, com boa qualidade de impressão;

3º- É adequado ao nível de maturidade do aluno, de modo que possa ser motivador;

4º- Considera os conhecimentos prévios dos alunos, trazendo imagem, perguntas e leituras complementares para facilitar avaliações diagnósticas e fomentar discussões;

5º- Traz conceitos, teorias e leis contextualizados de fácil compreensão, com exemplos comuns do cotidiano de modo que o aluno consiga compreender que a Ciência está inserida e explica a realidade;

6º- A linguagem conceitual está de acordo com a atualidade científica, trazendo novidades e inovações do mundo científico;

7º- Os conteúdos se apresentam de maneira adequada com sequência lógica e com grau de dificuldade gradativa;

8º- Instiga práticas pedagógicas interdisciplinares, promovendo um conhecimento integrador ou se é apenas disciplinar reproduzindo um saber fragmentado;

9º- Incentiva os alunos a adotarem posturas de respeito aos colegas, à diversidade cultural e ao meio ambiente;

10º- Apresenta objetos gráficos, tabelas e infográficos de fácil entendimento, com boa qualidade de impressão, clareza e veracidade nas informações, de modo a entusiasmar a leitura matemática ou se está ausente, insuficiente desfavorecendo a leitura matemática;

11º- Têm atividades diversificadas, com itens objetivos e discursivos contextualizados com a realidade brasileira, com gradativo grau de dificuldade, que estimulem a reflexão, a leitura, interpretação e produção de textos, de modo que os alunos apliquem os conteúdos conceituais, factuais, procedimentais e atitudinais para resolvê-las;

12º- Se tem propostas de exercícios de pesquisa individual e coletiva, com incentivo a realização de experimentos, atividades práticas acessíveis de fazer com materiais reutilizáveis, recicláveis;

13º- Sugere ao professor, diversificados instrumentos avaliativos, que promovam análise e reflexão, exercendo avaliação qualitativa e quantitativa do processo de ensino e aprendizagem, que instigue práticas pedagógicas investigativas. 

E se você fizesse o seu próprio material didático? 

Você já pensou em elaborar o seu próprio material didático? Com uma formação adequada isso é possível! Você sabia que existe uma especialização voltada exclusivamente para a produção de material didático de língua portuguesa?

No UNIFSA, temos a pós-graduação EAD em Produção de Material Didático e Avaliações para Língua Portuguesa. Essa formação tem um ano de duração.

Neste curso, você aprenderá todas as técnicas necessárias para a produção de materiais de ensino, sejam apostilas, livros e também avaliações e outros trabalhos voltados ao universo da língua portuguesa. 

Ao final do curso, você estará pronto para redigir, editar, revisar e acompanhar do começo ao fim processos que envolvem a produção de tais materiais. Além disso, desenvolverá habilidades e critérios acerca do conteúdo consumido nos espaços e instituições educativas, sempre na busca por aprimoramento e otimização.

Essa especialização é voltada principalmente para profissionais da área de Letras ou Pedagogia. Mas também pode ser de interesse de outros profissionais que atuam na área da educação, ou ainda para aqueles que trabalham em editoras e na produção de materiais didáticos.

Confira a grade curricular do curso:

Eixo: A Psicogênese da Língua Escrita

Psicogênese da Aquisição da Escrita

A Leitura Infantil e a Formação do Leitor

A Avaliação como Parte do Processo Alfabetizador

Eixo: O Currículo da Infância

A Formação do Professor Alfabetizador

O Ambiente Alfabetizador

O Processo de Alfabetização e a Base Nacional Comum Curricular

Eixo: Avaliação na Qualidade da Educação

Avaliação em Diferentes Etapas e Modalidades de Educação

Avaliação e Qualidade na Educação Básica

Avaliações Externas na Educação Brasileira

Eixo: A Função Social da Leitura e da Escrita

A Abordagem Histórica da Alfabetização

Leitura do Mundo e Leitura da Palavra

Educação de Jovens e Adultos

Conclusão

Neste artigo, explicamos como escolher um livro didático de português e falamos mais sobre os processos de produção desse material. 

Se você se interessa pela área, não perca tempo e invista em uma formação adequada. Dê um novo rumo à sua carreira com a pós do EAD UNIFSA!

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Acelere sua carreira em TI com um curso de telecomunicações

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O que se estuda em telecomunicações 

O curso de telecomunicações busca aprofundar os conhecimentos dos profissionais de TI em redes de computadores e sistemas de informação para a comunicação e transmissão de dados a distância. Isso inclui telefonia fixa e móvel, fibra óptica, satélites, transmissão de rádio e televisão e internet. 

O objetivo dessa formação é capacitar os profissionais para atuar na área de telecomunicações de forma especializada, compreendendo todas especificidades do setor e as principais ferramentas e tecnologias associadas. 

Por isso, a especialização em telecomunicações é dividida em eixos do conhecimento. Confira abaixo quais são:

Estratégia e inovação em TI

Ter uma gestão de TI eficiente é indispensável para todos os perfis de empresas, e no setor de telecomunicações isso não é diferente. Afinal, por trás dos vídeos, mensagens de voz e dados que chegam até nós, existem diversas tecnologias, códigos e programações que regulam esse processo. Garantir o funcionamento correto e eficiente dessas etapas é função dos profissionais de TI. 

Sendo assim, é essencial que esses trabalhadores estejam capacitados para identificar e traçar as melhores estratégias para o negócio, sempre sob a ótica da inovação e da criatividade. O alinhamento estratégico e a combinação de novas tecnologias são fatores essenciais para atingir bons resultados. E o curso de telecomunicações prepara os profissionais para isso.

Durante o curso, os estudantes aprendem a realizar um gestão de TI eficiente, sustentável e que leva em conta as particularidades do meio das telecomunicações.  

Redes e Tecnologias para a Distribuição da Informação

No campo das telecomunicações, existem diversas redes e tecnologias envolvidas no processo de distribuição da informação. Muitas delas, inclusive, são específicas da área, o que demanda um conhecimento mais aprofundado dos profissionais.

Em função disso, o curso de telecomunicações busca capacitar os profissionais para trabalhar de forma eficiente e especializada com essas ferramentas. 

Para isso, os estudantes aprendem os fundamentos das redes de telecomunicação, se aprofundam no funcionamento de redes de computadores e banda larga e conhecem mais sobre a infraestrutura no setor. 

Além disso, computação em nuvem e Big Data, tecnologias importantes no contexto atual, também são aprofundadas e trabalhadas ao longo da formação. 

Internet das Coisas (IoT)

Internet das Coisas é o conceito que se refere aos fenômenos de interconexão digital em que itens usados do dia a dia se conectam à rede mundial de computadores. Ou seja: nada mais é do que uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados.

Para o campo da telecomunicação, esse é um conceito essencial. Afinal, a tendência é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem uns com os outros. 

Ao estudar sobre a IoT, os profissionais de TI entram em contato com o que há de mais moderno no campo da tecnologia. Assim, eles estão aptos para aplicar seus conhecimentos no campo das telecomunicações, uma das áreas que mais usufrui das ferramentas e tecnologias associadas a Internet das Coisas. 

Assim, durante o curso de telecomunicações, além de compreender os conceitos básicos da IoT, os estudantes também entendem na prática o uso dos dispositivos, bem como a segurança da informação nessa nova era.

O que faz um profissional de telecomunicações

Um profissional de TI pode atuar planejando, implantando, operando e gerenciando projetos de sistemas de telecomunicações nas diversas frentes do setor.

Abaixo, apresentamos algumas das principais atividades desses profissionais na área:

  • Planejar, gerenciar ou supervisionar redes de distribuição de informação;
  • Garantir e traçar estratégias para a segurança de dados confidenciais no processo de transmissão de informações;
  • Implantar redes de computadores e sistemas de informação de acordo com as necessidades da instituição;
  • Configurar dispositivos de telecomunicações, garantindo uma comunicação e troca de dados eficaz, de qualidade e segura.

Principais segmentos de telecomunicações

A indústria de Telecom é composta por três subsetores básicos: equipamentos de telecomunicações, serviços de telecomunicações e comunicação sem fio. Dentro desses subsetores, os profissionais de TI encontram oportunidades nos seguintes segmentos:

  • Comunicações com e sem fio;
  • Infraestrutura e equipamentos de comunicação;
  • Sistemas e produtos de processamento;
  • Operadoras de longa distância;
  • Serviços de telecomunicações domésticas e internacionais;
  • Serviços de comunicação diversificados.

A área da comunicação sem fio é a que mais cresce na atualidade, englobando dispositivos móveis e tecnologia baseada em nuvem. Atualmente, essa parte da indústria é a que mais se expande no setor de telecomunicações.

Por que as telecomunicações estão em alta no Brasil e no mundo

A necessidade de se comunicar vem desde os primórdios da humanidade. Sendo assim, encontrar formas de trocar informações a distância sempre foi uma necessidade muito presente em todas as sociedades. 

Na atualidade, temos diversas tecnologias que facilitam esse processo. E a tendência é que muitas outras surjam nos próximos anos, o que faz do setor de telecomunicações um dos mais aquecidos do nosso tempo.

De acordo com o site Statista, o setor de telecom gera, por ano, cerca de US$ 1,3 trilhão de dólares. Embora a pandemia tenha provocado retração nesse segmento, a previsão é que até 2024 os investimentos aumentem consideravelmente. E o Brasil não está alheio a esse movimento. A incorporação da tecnologia 5G de telefonia móvel foi um importante passo nesse sentido.

Segundo estudo da Bain & Company, a quinta geração de internet móvel será responsável por 35% de todas as conexões móveis no Brasil até 2025 e corresponderá a 81% até 2030. Ainda de acordo com a pesquisa, o mercado do 5G deve alcançar receita líquida de R$ 74 bilhões em 2030, valor que em 2022 ficará em R$ 4 bilhões e deve chegar a R$ 13 bi em 2023.  

Ou seja, o mercado de telecom está em alta no Brasil e no mundo todo, o que possivelmente refletirá em mais empregos e oportunidades de crescimento no setor. 

Torne-se um especialista com o curso de telecomunicações 

No EAD UNIFSA, temos o curso de pós-graduação em Telecomunicações com Ênfase em Redes, Sistemas de Informação e Internet das Coisas.

Nessa formação, os estudantes se aproximam de soluções inovadoras para uma área cada vez mais competitiva, tornando-se um profissional com alta demanda no mercado de trabalho e pronto para atuar nas diversas frentes do setor de telecomunicações.

Essa especialização é voltada para profissionais da área de tecnologia da informação que atuam ou desejam atuar de forma específica dentro da área de telecom.

O curso tem duração de um ano. Contudo, a cada três meses, você conquista um certificado intermediário e adiciona novas habilidades e conhecimentos antes mesmo de terminar o curso. São 4 certificados intermediários, mas a ordem varia conforme o momento em que você inicia o curso. 

Na pós em Telecomunicações EAD do UNIFSA, todas as aulas acontecem de forma online, através do ambiente virtual da instituição. Isso permite que você organize seus estudos da forma como preferir, assistindo às aulas de onde e quando você quiser. 

Confira abaixo a grade curricular:

Eixo: Estratégia e inovação em TI

  • Gestão Estratégica em Tecnologia da Informação
  • Inovação e Design Thinking 
  • Empreendedorismo e Inovação em TI

Eixo: Redes e Tecnologias para a Distribuição da Informação  

  • Fundamentos de Redes de Telecomunicações 
  • Redes de Computadores e Redes de Banda Larga 
  • Tecnologia e Infraestruturas de Telecomunicações 

Eixo: Internet das coisas (IoT)

  • Conceitos Básicos de IoT 
  • Tecnologias e Dispositivos para IoT na Prática 
  • Segurança da Informação na IoT 

Eixo: Tópicos especiais em sistemas de informação

  • Gerência de Projetos em Telecomunicações 
  • Computação em Nuvem
  • Big Data e IoT 

Conclusão 

E aí, o que achou do curso de telecomunicações? Se você se interessou por essa especialização, não perca tempo e matricule-se já! Essa é uma oportunidade única de acelerar sua carreira na TI! 

E se você gostou desse artigo, não deixe de conferir outros textos do EAD UNIFSA:

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8 min de leitura

As teorias da evolução [Biologia no Enem]

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O que é a evolução biológica

A evolução, dentro da biologia — e como parte da ecologia —, pode ser definida como todas as modificações nos organismos através do tempo.

De acordo com essa teoria, todas as espécies apresentam um ancestral em comum e são resultados de processos contínuos de mudanças.

A evolução admite, então, que nenhuma espécie é fixa e que todos os seres vivos estão em modificação constante.

A ideia da evolução a partir de um recurso biológico começou a se tornar uma discussão no século XVIII, já que até essa época predominava a teoria do fixismo.

Aqui, é importante destacar que diversos cientistas já tentaram explicar como as espécies animais apareceram. Hoje em dia, três principais teorias são consideradas.

Além disso, vale ressaltar que, por mais que sejam chamadas de “teorias”, a evolução já foi comprovada cientificamente.

As principais teorias da evolução

Agora que você já entendeu o que é a evolução biológica, precisa conhecer quais são as principais teorias da evolução para se preparar para a prova do Enem.

Confira a seguir:

1. Fixismo

O fixismo é uma corrente de pensamento proposta inicialmente na Grécia Antiga por filósofos como Platão e Aristóteles.

Ele também foi defendido por religiosos, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, que incorporaram as ideias dessa teoria em seus pensamentos dentro do cristianismo.

Até boa parte do século XIX, o pensamento dominante girava em torno do fixismo. Nessa teoria, a ideia que prevalecia era a de que as espécies são imutáveis e de que existe um Deus que criou a Terra e todos os seres que habitam nela.

De acordo com essa visão de mundo, Deus teria criado diversas espécies — desde as formas mais simples de vida até as mais complexas — e que o homem foi a sua criação máxima.

O fixismo considera que as espécies permanecem imutáveis ao longo do tempo, sem jamais se modificarem — o que contradiz a teoria do Evolucionismo, que foi desenvolvida mais tarde.

Essa visão de mundo também supõe que todos os seres e cada uma das suas partes têm uma função na natureza, tudo para contribuir para a sua harmonia.

2. Lamarckismo

Pintura a óleo de Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), criador da “lei da herança dos caracteres adquiridos”. Domínio público/Wikimedia Commons.

Jean Baptiste Lamarck (1744-1829) foi um naturalista francês que discutia muito sobre a lei do uso e do desuso.

Para explicar a sua linha de pensamento, um dos exemplos mais comuns que ele utilizava era o das girafas: ele verificou que as que tinham os pescoços mais longos conseguiam se esticar com mais facilidade para colher as melhores frutas e folhas das árvores. Essa característica aumentava as oportunidades para que elas sobrevivessem.

Naquela época, Lamarck chegou à conclusão de que as estruturas do corpo se desenvolvem mais quando são usadas com mais frequência. Da mesma maneira, as que não são utilizadas se atrofiam.

Todas essas características que eram adquiridas durante a vida dos seres vivos eram passadas aos seus descendentes que, se também as utilizassem, conseguiam passar para as próximas linhagens e assim por diante.

Por conta disso, essa teoria ficou conhecida como a “lei da herança dos caracteres adquiridos”.

3. Darwinismo

Fotografias de Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1913), naturalistas que contribuíram com ideias decisivas para as teorias da evolução. Domínio público/Wikimedia Commons.

A teoria do darwinismo foi desenvolvida pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). Conjunto dos estudos sobre à evolução das espécies, a teoria defende que os seres vivos estão em luta constante pela adaptação e que, no mundo, apenas os mais bem adaptados e mais capazes de se reproduzir sobrevivem.

Aqui, é interessante pontuar que apesar do conceito de seleção natural ser estudado e aceito pela biologia e pela taxonomia, ele não consegue explicar quais são os atributos que deixam algumas espécies mais adaptáveis e fortes, assim como por que determinadas características são transmitidas para os descendentes. Essa explicação somente surge com estudos sobre genética.

Cabe destacar a atuação de Alfred Wallace (1823-1913) no contexto do darwinismo, outro cientista naturalista da época que desenvolveu hipóteses e conceitos muito parecidos com os que Darwin estava elaborando.

Os dois chegaram a um acordo e até mesmo publicaram seus artigos na mesma edição de uma revista da época.

4. Neodarwinismo

Retrato de Gregor Mendel (1822-1884), precursor nos estudos de genética. Domínio público/Wikimedia Commons.

O neodarwinismo é considerado a Teoria da Evolução — também conhecida como Teoria Moderna ou Sintética — mais recente.

Ele não nega ou apaga todas as discussões levantadas pelo darwinismo, assim como não exclui as características dos níveis tróficos em seus estudos, simplesmente os completa.

O Neodarwinismo surgiu porque, como Darwin não tinha recursos para oferecer todas as respostas referentes à antiga teoria, principalmente por conta do pouco conhecimento sobre genética naquela época, um grupo de cientistas e biólogos se dispôs a estudar alguns dos processos da evolução.

Todos esses novos conceitos tiveram como base o estudo de Gregor Mendel (1822-1884), um biólogo que estudou a genética por meio do cruzamento de ervilhas para explicar a teoria da variabilidade dos indivíduos.

A partir daí, os mecanismos de hereditariedade foram descobertos, assim como as recombinações genéticas, mutações e migrações que têm influência na evolução das linhagens — mas sem deixar de considerar a Seleção Natural de Darwin.

Evidências científicas da evolução

Diversas evidências sustentam a teoria da evolução e uma das mais conhecidas são os fósseis.

Eles são vestígios ou até mesmo restos de organismos preservados que têm mais de 10 mil anos e fornecem informações muito importantes sobre a vida como um todo no passado e como o ambiente da Terra era em uma determinada época.

Outras evidências são fisiológicas e anatômicas. Algumas espécies apresentam características anatômicas que se assemelham muito com as que estão presentes em outros indivíduos. Apesar de muitas vezes não apresentarem a mesma função, é possível deduzir que em algum momento essas espécies tiveram um ancestral em comum.

Já as análises da bioquímica dos organismos e a análise celular nos apresenta evidências celulares e moleculares. Elas têm revelado que existem muitas semelhanças entre todos os seres vivos, o que sugere que, em algum ponto da história da evolução, tivemos um ancestral em comum.

Questões sobre teorias da evolução que caíram no Enem

A evolução em biologia para o Enem, como você pôde perceber, é um tema bastante relevante. Por esse motivo, é importante que você o inclua no seu cronograma de estudos e preste muita atenção nos conteúdos relacionados a ele.

Para você praticar o que aprendeu até aqui, separamos 5 questões sobre teorias da evolução que caíram no Enem.

Elas foram retiradas do banco de provas e gabaritos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela realização do Enem.

Bons estudos!

Questão 1 – Enem PPL 2021

O polvo mimético apresenta padrões cromáticos e comportamentos muito curiosos. Frequentemente, muda a orientação de seus tentáculos, assemelhando-se a alguns animais. As imagens 1, 3 e 5 apresentam polvos mimetizando, respectivamente, um peixe-linguado (2), um peixe-leão (4) e uma serpente-marinha (6).

NORMAN, M. D.; FINN, J.; TREGENZA, T. Dynamic mimicry in an Indo-Malayan octopus. In: Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, n. 268, out. 2001. Disponível em: www.researchgate.net. Acesso em: 15 mar. 2014 (adaptado).

Do ponto de vista evolutivo, a capacidade apresentada se estabeleceu porque os polvos

  1. originaram-se do mesmo ancestral que esses animais.
  2. passaram por mutações similares a esses organismos.
  3. observaram esses animais em seus nichos ecológicos.
  4. resultaram de convergência adaptativa com essas espécies.
  5. sobreviveram às pressões seletivas com esses comportamentos.

✅Gabarito: E

Questão 2 – Enem PPL 2021

Entre 2014 e 2016, as regiões central e oeste da África sofreram uma grave epidemia de febre hemorrágica causada pelo vírus ebola, que se manifesta em até 21 dias após a infecção e cuja taxa de letalidade (enfermos que vão a óbito) pode chegar a 90%. Em regiões de clima tropical e subtropical, um outro vírus também pode causar febre hemorrágica: o vírus da dengue, que, embora tenha período de incubação menor (até 10 dias), apresenta taxa de letalidade abaixo de 1%.

Disponível em: www.who.int. Acesso em: 1 fev. 2017 (adaptado).

Segundo as informações do texto e aplicando princípios de evolução biológica às relações do tipo patógeno-hospedeiro, qual dos dois vírus infecta seres humanos há mais tempo?

  1. Ebola, pois o maior período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
  2. Dengue, pois o menor período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
  3. Ebola, cuja alta letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo de sua evolução.
  4. Ebola, cujos surtos epidêmicos concentram-se no continente africano, reconhecido como berço da origem evolutiva dos seres humanos.
  5. Dengue, cuja baixa letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo da coevolução patógeno-hospedeiro.

✅Gabarito: E

Questão 3 – Enem Digital 2021

Alterações no genoma podem ser ocasionadas por falhas nos mecanismos de cópia e manutenção do DNA, que ocorrem aleatoriamente. Assim, a cada ciclo de replicação do DNA, existe uma taxa de erro mais ou menos constante de troca de nucleotídeos, independente da espécie. Partindo-se desses pressupostos, foi construída uma árvore filogenética de alguns mamíferos, conforme a figura, na qual o comprimento da linha horizontal é proporcional ao tempo de surgimento da espécie a partir de seu ancestral mais próximo.

ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. Nova York: Garland Publisher, 2008.

Qual espécie é geneticamente mais semelhante ao seu ancestral mais próximo?

  1. Cavalo
  2. Ovelha
  3. Veado
  4. Porco
  5. Vaca

✅Gabarito: E

Questão 4 – Enem PPL 2018

Podemos esperar que, evoluindo de ancestrais que disputavam os mesmos recursos, as espécies tenham desenvolvido características que asseguram menor ou nenhuma competição com membros de outras espécies. Espécies em coexistência, com um potencial aparente para competir, exibirão diferenças em comportamento, fisiologia ou morfologia.

TOWNSEND, C. R.; BEGON, M.; HARPER, J. L. Fundamentos em ecologia. Porto Alegre: Artmed, 2006 (adaptado).

Qual fenômeno evolutivo explica a manutenção das diferenças ecológicas e biológicas citadas?

  1. Mutação;
  2. Fluxo gênico.
  3. Seleção natural.
  4. Deriva genética.
  5. Equilíbrio de Hardy-Weinberg.

✅Gabarito: C

Questão 5 – Enem PPL 2010

A perda de pelos foi uma adaptação às mudanças ambientais, que forçaram nossos ancestrais a deixar a vida sedentária e viajar enormes distâncias à procura de água e comida. Junto com o surgimento de membros mais alongados e com a substituição de glândulas apócrinas (produtoras de suor oleoso e de lenta evaporação) por glândulas écrinas (suor aquoso e de rápida evaporação), a menor quantidade de pelos teria favorecido a manutenção de uma temperatura corporal saudável nos trópicos castigados por calor sufocante, em que viveram nossos ancestrais.

Scientific American. Brasil, mar. 2010 (adaptado)

De que maneira o tamanho dos membros humanos poderia estar associado à regulação da temperatura corporal?

  1. Membros mais longos apresentam maior relação superfície/volume, facilitando a perda de maior quantidade de calor.
  2. Membros mais curtos têm ossos mais espessos, que protegem vasos sanguíneos contra a perda de calor.
  3. Membros mais curtos desenvolvem mais o panículo adiposo, sendo capazes de reter maior quantidade de calor.
  4. Membros mais longos possuem pele mais fina e com menos pelos, facilitando a perda de maior quantidade de calor.
  5. Membros mais longos têm maior massa muscular, capazes de produzir e dissipar maior quantidade de calor.

✅Gabarito: A


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