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3 dicas de português para vestibular: afim ou a fim, haver ou a ver e onde ou aonde

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O perigo dos vícios de linguagem para sua redação do Enem

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3 dicas de português para vestibular: afim ou a fim, haver ou a ver e onde ou aonde

Redação
Por Redação em Aug 21, 2023 4:20:33 PM | 12 min de leitura

Escrever bem, de forma correta e sem erros, para muitos ainda pode ser um desafio. E é normal ter dificuldades, uma vez que a nossa língua portuguesa tem vários segredinhos que só são possíveis desvendar com estudo. Afim ou a fim; onde ou aonde, haver ou a ver... Essas palavrinhas e expressões que confundem muita gente podem prejudicar se não forem lembradas na hora certa!

 

A quantidade de regras presentes pode confundir a cabeça de muitos. Mas na hora de passar em uma prova de vestibular ou concurso, erros deverão ser deixados de lado, e o aprendizado da nossa língua deve ser impecável.

 

Por isso, é ideal que você sempre inclua na sua rotina de estudos um tempinho para regras gramaticais, morfologia, e semântica da língua portuguesa. Dessa forma, estudando um pouquinho cada dia, você grava as regras sem precisar decorar, e garante que saberá quais palavras e expressões utilizar em uma redação de vestibular, por exemplo.

 

E foi pensando nisso que, nesse artigo, separamos algumas regrinhas que podem pegar na hora de escrever. Aqui você vai aprender como utilizar afim ou a fim, onde ou aonde, e entre outras expressões que confundem muito por aí. Então separe papel e caneta e continue lendo!

estudante com computador na biblioteca

Entenda quando usar afim ou a fim

Vamos começar por essa dica que vai melhorar até as suas conversas pelo whatsapp. Qual é a maneira certa de dizer, entre: “Eu estou afim de ir ao shopping hoje” ou “Eu estou a fim de ir ao shopping hoje?

 

O a fim, separado, possui dois usos comuns: o a fim de, que é uma locução prepositiva, e o a fim de que, que é uma locução conjuntiva. Ambos são usadas para indicar a mesma ideia, a de finalidade. Ou seja, elas indicam o objetivo de se exercer alguma ação principal.

 

A diferença principal entre o a fim de e o a fim de que está no que elas introduzem. A primeira trata-se de adjuntos adverbiais de finalidade ou orações adverbiais finais reduzidas de infinitivo, expressando a sua intenção de fazer algo.

 

Já o a fim de que é muito utilizado na linguagem informal indicando desejo, interesse, disposição.

 

Agora, falando do afim, junto, ele é um adjetivo que indica afinidade, que significa algo igual, semelhante, que pode ser pertencente ao mesmo grupo. Essa palavra pode relacionar a ideia de afinidade, proximidade, e pode também ser flexionada para o plural.

 

Portanto, você pode separar ambos de forma simples: O afim expressa afinidade, enquanto o a fim expressa finalidade.

 

Exemplos de afim e a fim

Você está a fim de procurar um novo emprego?: nessa frase, o a fim de tem o objetivo de introduzir a vontade. A expressão pode ser substituída por "tem interesse", "deseja", "quer", o que indica o interesse de exercer a ação principal.

 

Saí cedo a fim de chegar a tempo para o jantar: nessa frase, o a fim indica também o desejo e a finalidade, assim como a anterior. Mas neste caso, ela pode ser substituída pelo “para”. Saí cedo para chegar a tempo para o jantar.

 

Estou a fim de você: esse caso é usado principalmente na linguagem informal, indicando interesse em alguém. Portanto, cuidado para não escrever essa expressão junta nessa frase! Ela pode estragar as suas chances com a pessoa amada.

 

Maria e Ana possuem uma característica afim: essa frase indica semelhança, que ambas possuem uma característica igual, que se parecem.

 

Maria e Ana possuem características afins: já nesse caso, o afim se refere a mais de uma característica, flexionando o plural para se adaptar à frase.

Teste se entendeu

Conseguiu aprender quando fazer o uso do a fim ou afim nas suas redações? Para testar seus conhecimentos de vez, fizemos um pequeno teste sobre essas duas expressões. Basta anotar qual das frases você acha que é a certa. As respostas estarão no final deste artigo!

 

  1. A) Tiveram atitudes afins quando discutiram o caso do aluno reprovado
  2. B) Tiveram atitudes a fins quando discutiram o caso do aluno reprovado

 

  1. A) Saiu da escola a fim de encontrar os amigos no clube.
  2. B) Saiu da escola afim de encontrar os amigos no clube.

 

  1. A) João está a fim de Maria, mas ela não está a fim dele.
  2. B) João está a fim de Maria, mas ela não está a fim dele.

 

  1. A) Foram convidados para a festa os funcionários da escola e a fins.
  2. B) Foram convidados para a festa os funcionários da escola e afins.

 

5.A) Quando você estiver afim de conversar, ligue-me!

  1. B) Quando você estiver a fim de conversar, ligue-me!

 

  1. A) Estou estudando muito a fim de passar no vestibular.
  2. B) Estou estudando muito afim de passar no vestibular.

 

  1. A) Estava afim de descansar, então viajei para o campo
  2. B) Estava a fim de descansar, então viajei para o campo

 

  1. A) Pernambuco é um estado a fim com a Bahia
  2. B) Pernambuco é um estado afim com a Bahia

 

  1. A) Vou fazer curso de pintura e afins.
  2. B) Vou fazer curso de pintura e a fins.

 

  1. A) Compras hoje? Não estou a fim
  2. B) Compras hoje? Não estou afim

 

E aí, conseguiu desvendar as 10 frases certas? É normal errar algumas, mas sempre procure aprender e entender as regras com os seus erros para mandar bem nas provas e redações! Por isso, não deixe de conferir as respostas no final do artigo.

Saiba a diferença entre haver e a ver

Outra expressão que confunde bastante os alunos na hora das provas é o a ver e haver. Por serem palavras parônimas e homófonas, ou seja, tem formas semelhantes com significados diferentes e sonoridade igual, essas duas confundem muita gente na hora H, e pode até passar batido se não houver uma boa revisão nas questões e na redação.

 

Mas essa regrinha não é difícil de diferenciar. O que ocorre é a semelhança na sonoridade, o que pode prejudicar na hora de lembrar, e até mesmo escrever a forma errada sem tomar conhecimento.

 

A expressão a ver, geralmente pode vir acompanhada do verbo ter, e significa ter relação com algo ou alguém. Ela geralmente relaciona duas coisas, dois assuntos, pessoas, e entre muitos outros.

 

Já o haver, trata-se de um verbo que significa existir, acontecer, ocorrer. Pode ser usada em locuções verbais como verbo auxiliar, ou sozinho com função de verbo.

 

Para diferenciar as duas expressões de uma forma simples e fácil de memorizar, basta substituir pela palavra existir. Se ela couber na frase, então a palavra correta é haver.

escrevendo

Exemplos

É necessário haver melhorias no trânsito da cidade: nesse caso, o haver pode ser substituído por existir, indicando ser a palavra correta. Aqui, o haver representa o verbo, e você pode até trocar o tempo da frase para ter certeza. Por exemplo "estão havendo melhorias no trânsito" ou "houveram melhorias no trânsito". O verbo foi capaz de flexionar para o presente e para o passado.

 

As melhorias no trânsito têm a ver com o número de acidentes: Já aqui, o a ver indica relação, proximidade, quando uma coisa se relaciona ou depende de outra coisa. Neste caso, não é possível trocar para o verbo existir, indicando que o correto é realmente o a ver. Quando trocado o tempo verbal, o a ver não flexiona, apenas o verbo. Por exemplo: "as melhorias no trânsito tiveram a ver com o número de acidentes" e "As melhorias no trânsito terão a ver com o número de acidentes.

 

Essas regrinhas básicas e bem simples de entender podem te ajudar durante a prova. Para isso, não é necessário decorar, apenas aprender e colocar em prática na hora da redação. Assim você garante um ótimo resultado final!

Teste seu conhecimento

Essa confusão do haver e a ver é normal, e ocorre principalmente pelo som ser o mesmo. Porém, a regra em si não é nada complexa, e você pode aprender facilmente. Agora que você sabe como separar, vamos testar as suas habilidades? Basta marcar qual é a frase correta:

 

  1. A) Ana não tem nada a ver com os acontecimentos que se seguiram
  2. B) Ana não tem nada haver com os acontecimentos que se seguiram

 

  1. A) Deve a ver mais responsabilidade social
  2. B) Deve haver mais responsabilidade social

 

  1. A) Sem lutas, é impossível haver melhorias para o povo
  2. B) Sem lutas, é impossível a ver melhorias para o povo

 

  1. A) Trabalho duro tem haver com o sucesso
  2. B) Trabalho duro tem a ver com o sucesso

 

  1. A) Não deve a ver segredos entre nós
  2. B) Não deve haver segredos entre nós

 

E aí, conseguiu acertar todos? Para verificar, confira as respostas no final do artigo.

Veja quando usar onde e aonde

Essa outra regra é uma bem comum, pois muitas vezes também erramos na fala. Trata-se do onde e aonde, dois advérbios confusos e que podem tirar alguns pontinhos de redação em caso de erro.

 

O onde representa o lugar em que algo ou alguém está, tem contexto de local, e pode ser substituído pelos pronomes relativos "em que", "na qual" ou "no qual".

 

O aonde possui o mesmo sentido de lugar, porém a palavra onde está ligada à preposição a, indicando a ideia de movimento, destino. É como se você estivesse indo à algum lugar ou voltando de algum lugar. Nos casos em que onde pode ser substituído por “em que”, “aonde” pode ser substituído por “a que”, “ao qual”, “à qual”.

 

É uma regra relativamente simples de entender, mas por usarmos muito essas duas palavras, é normal se esquecer ou não se atentar ao escrever de forma informal e usar em um diálogo.

 

Porém, nunca deixe de lembrar quando precisar usá-la em uma redação para vestibular. Esse ponto simples de ganhar poderá fazer a diferença na pontuação final.

Exemplos

Aonde você vai?: perceba que o aonde tem sentido de destino, alguém está indo à algum lugar. Sempre que tiver essa ideia de movimentação, o correto é o aonde.

 

Onde você mora?: já nesse caso, indica um ponto fixo, um lugar onde a pessoa está, mora, não está indo nem voltando. Quando houver essa ideia de local fixo, o correto é onde.

 

Vivemos em uma cidade onde constantes transformações acontecem: nesse caso, além de indicar um lugar fixo, você pode alterar por "na qual" ou "em que": vivemos em uma cidade em que constantes transformações acontecem. Quando puder ser substituído, o correto é o onde.

Teste seu conhecimento

Viu só como é fácil? Agora vamos testar o seu conhecimento com esse teste simples. É comum se perder quando você não analisa as sentenças, então procure sempre se lembrar da regra antes de responder:

 

  1. A) Onde você está?
  2. B) Aonde você está?

 

  1. A) No lugar onde trabalho faz muito calor
  2. B) No lugar aonde trabalho faz muito calor

 

  1. A) O local aonde preciso ir fica no centro da cidade
  2. B) O local onde preciso ir fica no centro da cidade

 

  1. A) Veja no mapa onde precisamos ir
  2. B) Veja no mapa aonde precisamos ir

 

  1. A) O bairro onde vivo é bem movimentado
  2. B) O bairro aonde vivo é bem movimentado

 

Conseguiu responder tudo? Veja as respostas no final do artigo e sempre se atente aos erros, eles vão te ajudar a entender quais são suas principais dúvidas!

Respostas dos testes

Quer saber como se saiu nos nossos testes rápidos? Pegue as respostas que você anotou e compare com os resultados:

 

Afim ou afim

1 - A)

2 - A)

3 - B)

4 - B)

5 - B)

6 - A)

7 - B)

8 - B)

9 - A)

10 - A)

 

Haver ou a ver

1 - A)

2 - B)

3 - A)

4 - B)

5 - B)

 

Onde ou aonde

1 - A)

2 - B)

3 - A)

4 - B)

5 - B)

 

Essas regras são apenas algumas das várias que os estudantes têm mais dificuldade, principalmente na hora de fazer uma prova de língua portuguesa ou a prova de redação.

 

Por isso, é importante que você sempre faça exercícios e entenda quais são as suas principais dificuldades em relação às regras de português. Não somente levando essas em conta, como também selecionando todas as outras.

 

Agora que você já sabe como usar o afim ou a fim, haver e a ver e o onde e aonde, continue estudando por meio de exercícios e simulados. Eles irão te dar um panorama de onde você tem maior chance de errar, e assim, você poderá focar seus estudos nesta regra ou regras em específico. Tudo para que você se saia bem no vestibular!

 

E por falar em vestibular, você sabe como funciona a prova de um vestibular ead? A faculdade ead te proporciona mais flexibilidade e liberdade do que um curso presencial. Por isso, conheça agora o funcionamento de um vestibular ead neste artigo.

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O perigo dos vícios de linguagem para sua redação do Enem

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O que é um vício de linguagem? 

O conceito do vício de linguagem existe na teoria da gramática. 

Ele foi elaborado por especialistas em gramática normativa e pode ser encontrado em livros didáticos de língua portuguesa, dicionários e revisões de literatura da área acadêmica. 

Um vício de linguagem é, então, uma expressão ou uma construção linguística que se opõe à gramática normativa. 

Ou seja, ele é um desvio, um errinho, cometido pelo falante do português. 

Esse errinho, entretanto, se torna um problema quando a pessoa não busca se corrigir, o que transforma o desvio na norma. Isso significa que ele vira um vício. 

Como dissemos na introdução deste artigo, os vícios de linguagem não acontecem por intenção do falante, mas justamente pelo contrário. 

Eles podem acontecer devido à falta de atenção, ao descuido e ao desconhecimento sobre as regras gramaticais. 

Também como já dito, os vícios de linguagem estão presentes em diversos níveis linguísticos, como sintaxe, fonética, semântica e morfologia. 

Veja alguns exemplos: 

  • Sintático: quando há desvio na relação entre os elementos de uma frase, como no exemplo: “Ontem, eu comprei doze banana”. 
  • Fonético: quando existe desvio na pronúncia de palavras, como “adevogado” e “pobrema”. 
  • Semântico: quando há confusão no uso de palavras por conta de seus sentidos. Por exemplo, utilizar “cumprimento” para descrever como uma via é longa [comprida] é um vício de linguagem porque a palavra escrita assim significa o ato de cumprimentar alguém. 
  • Morfológico: quando existe desvio no uso de determinadas formas de uma palavra ou expressão. Por exemplo, o plural de “cidadão” é “cidadãos”. No entanto, muitas pessoas têm o vício de linguagem de utilizar “cidadões”, uma forma da palavra que não existe. 

Tipos de vício de linguagem e exemplos 

Como vimos, existem vícios de linguagem dentro de diversos níveis da língua portuguesa, o que resulta na classificação que vimos acima. 

Mas para além da lista já apresentada, existem tipos de vícios de linguagem que contém suas próprias classificações. Confira abaixo: 

Ambiguidade 

Acontece quando existe um duplo sentido não intencional em uma frase. 

Por exemplo, na expressão “Joana, vi a Lúcia na rua com sua irmã”, fica ambíguo se o falante viu a irmã de Lúcia ou a irmã de Joana. 

Barbarismo 

Quando a pronúncia, escrita ou significado de uma palavra ou expressão é o desvio. 

A expressão “não tem uma tauba para pregar aqui?” é um exemplo porque está utilizando a grafia e a pronúncia incorreta da palavra “tábua”. 

Cacofonia 

Acontece quando são aproximadas duas palavras em uma frase que geram um som desagradável ou lembram uma palavra ou expressão constrangedora. 

Por exemplo, na expressão “A Andressa não estava aqui? Cadê ela?” a junção de “cadê” e “ela” pode acabar soando parecido com a palavra “cadela”. 

O que, por sua vez, pode gerar uma confusão para quem ouvir. 

Estrangeirismo 

Apesar de a língua portuguesa ter incorporado diversas expressões estrangeiras, caso uma palavra ou expressão já exista em português, é considerado um vício de linguagem continuar usando a expressão em inglês. 

Por exemplo, quando uma pessoa diz que “este homem é um gentleman”. Isso porque já existe em português a palavra “cavalheiro” para utilizar no lugar. 

Hiato 

Acontece quando se usa a repetição de vocais idênticas, como no exemplo: “hoje, eu vou olhar o filho do Osvaldo”. 

Existe a repetição do “o”.

Colisão 

Parecido com o hiato, este tipo de vício de linguagem acontece quando existe a repetição de consonantes iguais ou semelhantes dentro de uma frase. 

Um exemplo é “não quero que você queira quem não te quer”. onde tem a repetição do “q”. 

Eco 

Acontece quando a escolha de palavras faz uma frase rimar sem intenção. 

Por exemplo, na frase “a maioridade traz responsabilidade e não liberdade” faz eco com o uso de três palavras terminadas em “-dade”. 

Pleonasmo 

Este tipo de vício de linguagem é, talvez, o mais conhecido. Ele acontece quando é utilizado um complemento para uma expressão que não precisa de complemento. 

O exemplo mais conhecido é quando dizemos que alguém “entrou para dentro” ou “saiu para fora”. 

Ambos os casos são pleonasmo porque “entrar” já é implica que é para dentro de algum lugar e “sair”, para fora. 

Preciosismo 

O preciosismo acontece quando é utilizada uma linguagem afetada e rebuscada de maneira artificial. 

Por exemplo: “Tais acontecimentos pretéritos não impediram que o colóquio entre os amantes fosse perpetrado”. 

Essa frase poderia ser melhor entendida por todos trocando “pretéritos” por “passados”, “colóquio” por “conversa” e “perpetrado” por “realizado”. 

Plebeísmo 

Ao contrário do preciosismo, este tipo de vício acontece quando uma pessoa utiliza muitas gírias ou expressões populares na sua fala ou escrita. 

Utilizar a frase “Então, temos que lidar com esse abacaxi” em um ambiente acadêmico, em vez de “problema”, por exemplo, é um tipo de plebeísmo porque ele deixa o discurso amador. 

Arcadismo 

O arcadismo acontece quando se utiliza expressões e palavras em desuso na língua portuguesa. 

Muitas vezes, uma pessoa quer parecer mais culta e refinada, então pode acabar recorrendo a esse vício de linguagem. 

Um bom exemplo de arcadismo é utilizar “outrossim” como sinônimo de “também” em uma redação ou trabalho acadêmico. 

Parequema 

Acontece quando existem duas sílabas parecidas, ou iguais, muito próximas dentro de uma frase, o que acaba fazendo o falante comer uma delas. 

Por exemplo: na expressão “vou terminar esta tarefa”, as duas sílabas “ta” podem acabar se tornando uma. 

Solecismo 

Este tipo acontece quando há desvios de concordância, regência e colocação dentro de uma frase. Por exemplo: 

  • Concordância: “Falta só três passageiros”. O correto seria “faltam três passageiros”, onde o verbo concorda com o plural de “passageiros”. 
  • Regência: “Chego na empresa por volta das 8h”, quando o correto seria “chego à empresa”. 
  • Colocação: “Meus amigos preocuparão-se comigo se eu não aparecer”, quando deveria ser “preocupar-se-ão”. 

Inclusive, aproveitamos este último exemplo para comentar que existe uma corrente de teóricos que acredita que a mesóclise se tornou um arcaísmo. 

Essa corrente defende o uso do pronome antes do verbo. Então, a frase que usamos de exemplo acima ficaria assim: “Meus amigos se preocuparão comigo se eu não aparecer”. 

Por que os vícios de linguagem prejudicam sua nota na redação 

Como dissemos lá em cima, e você já deve ter percebido pelos exemplos, os vícios de linguagem podem prejudicar a comunicação e sua imagem pessoal e profissional. 

Eles acabam colocando em xeque a sua confiabilidade e conhecimento. 

E, além disso, a presença de um vício de linguagem na redação do Enem ou vestibular, ou em uma entrevista de emprego, pode ser prejudicial. 

Especialmente na redação do Enem, é bom tomar cuidado com os vícios de linguagem porque eles podem baixar a sua nota. 

Como sabemos, a redação do Enem é corrigida seguindo cinco competências. Cada uma delas, gera uma nota de até 200 para o candidato. 

Por isso, para tirar nota mil é preciso se sair bem em todas. E o problema dos vícios de linguagem entra justamente na primeira das competências. 

  • Competência 1: Domínio da escrita formal da língua portuguesa 

Esta competência avalia como o candidato lida com as regras de ortografia, como acentuação, uso de hífen, letras maiúsculas e minúsculas e separação de sílabas. 

Mas também avalia como o participante usa regência, concordância, pontuação, emprego de pronomes e crases e paralelismo. 

Ou seja, a presença de um vício de linguagem na sua redação do Enem fere a competência 1 e pode baixar a nota da sua redação em até 200 pontos. 

Por isso, é essencial que você entenda o que são vícios de linguagem e como identificá-los no seu próprio texto quando estiver treinando. 

Passo a passo de como evitar vícios de linguagem 

Agora que você já sabe que precisa começar a identificar os seus vícios de linguagem, chegou a hora de entender como combatê-los. 

Confira abaixo um passo a passo de como evitar os desvios da norma: 

  1. Identifique quais são os seus vícios de linguagem: antes de combater algo, é preciso saber o que é e quando aparece. Então, identifique quais são seus vícios relendo redações antigas, por exemplo. E caso não consiga fazer isso sozinho, peça ajuda dos amigos ou professores.
  2. Tenha um esboço do que quer falar ou escrever: antes de falar em público ou escrever uma redação, procure fazer um esboço. Isso ajuda a concentrar as ideias e evitar os erros.
  3. Pesquise e estude: não existe maneira de você vencer os vícios de linguagem ou qualquer desvio da norma se você não os conhecer. Então, estude a norma e tire suas dúvidas sobre regência, semântica, grafia, etc.
  4. Revise tudo o que escrever: antes de entregar a sua redação no dia do Enem ou quando estiver treinando, revise. Relendo o que você escreveu e tendo na cabeça o cuidado de prestar atenção nos vícios de linguagem, você vai conseguir entregar algo sem desvios.
  5. Leia em voz alta: por fim, a última dica é uma maneira de também revisar o seu texto, mas prestando atenção em como ele soa. Vimos que alguns dos vícios falam sobre a sonoridade de uma frase, então sempre tente ler em voz alta antes de finalizar uma redação. 

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre o que são vícios de linguagem, quais são os tipos que existem, como você pode evitá-los e por que deve fazer isso. 

Esperamos que este conteúdo tenha sido de grande ajuda! 

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As teorias da evolução [Biologia no Enem]

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O que é a evolução biológica

A evolução, dentro da biologia — e como parte da ecologia —, pode ser definida como todas as modificações nos organismos através do tempo.

De acordo com essa teoria, todas as espécies apresentam um ancestral em comum e são resultados de processos contínuos de mudanças.

A evolução admite, então, que nenhuma espécie é fixa e que todos os seres vivos estão em modificação constante.

A ideia da evolução a partir de um recurso biológico começou a se tornar uma discussão no século XVIII, já que até essa época predominava a teoria do fixismo.

Aqui, é importante destacar que diversos cientistas já tentaram explicar como as espécies animais apareceram. Hoje em dia, três principais teorias são consideradas.

Além disso, vale ressaltar que, por mais que sejam chamadas de “teorias”, a evolução já foi comprovada cientificamente.

As principais teorias da evolução

Agora que você já entendeu o que é a evolução biológica, precisa conhecer quais são as principais teorias da evolução para se preparar para a prova do Enem.

Confira a seguir:

1. Fixismo

O fixismo é uma corrente de pensamento proposta inicialmente na Grécia Antiga por filósofos como Platão e Aristóteles.

Ele também foi defendido por religiosos, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, que incorporaram as ideias dessa teoria em seus pensamentos dentro do cristianismo.

Até boa parte do século XIX, o pensamento dominante girava em torno do fixismo. Nessa teoria, a ideia que prevalecia era a de que as espécies são imutáveis e de que existe um Deus que criou a Terra e todos os seres que habitam nela.

De acordo com essa visão de mundo, Deus teria criado diversas espécies — desde as formas mais simples de vida até as mais complexas — e que o homem foi a sua criação máxima.

O fixismo considera que as espécies permanecem imutáveis ao longo do tempo, sem jamais se modificarem — o que contradiz a teoria do Evolucionismo, que foi desenvolvida mais tarde.

Essa visão de mundo também supõe que todos os seres e cada uma das suas partes têm uma função na natureza, tudo para contribuir para a sua harmonia.

2. Lamarckismo

Pintura a óleo de Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), criador da “lei da herança dos caracteres adquiridos”. Domínio público/Wikimedia Commons.

Jean Baptiste Lamarck (1744-1829) foi um naturalista francês que discutia muito sobre a lei do uso e do desuso.

Para explicar a sua linha de pensamento, um dos exemplos mais comuns que ele utilizava era o das girafas: ele verificou que as que tinham os pescoços mais longos conseguiam se esticar com mais facilidade para colher as melhores frutas e folhas das árvores. Essa característica aumentava as oportunidades para que elas sobrevivessem.

Naquela época, Lamarck chegou à conclusão de que as estruturas do corpo se desenvolvem mais quando são usadas com mais frequência. Da mesma maneira, as que não são utilizadas se atrofiam.

Todas essas características que eram adquiridas durante a vida dos seres vivos eram passadas aos seus descendentes que, se também as utilizassem, conseguiam passar para as próximas linhagens e assim por diante.

Por conta disso, essa teoria ficou conhecida como a “lei da herança dos caracteres adquiridos”.

3. Darwinismo

Fotografias de Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1913), naturalistas que contribuíram com ideias decisivas para as teorias da evolução. Domínio público/Wikimedia Commons.

A teoria do darwinismo foi desenvolvida pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). Conjunto dos estudos sobre à evolução das espécies, a teoria defende que os seres vivos estão em luta constante pela adaptação e que, no mundo, apenas os mais bem adaptados e mais capazes de se reproduzir sobrevivem.

Aqui, é interessante pontuar que apesar do conceito de seleção natural ser estudado e aceito pela biologia e pela taxonomia, ele não consegue explicar quais são os atributos que deixam algumas espécies mais adaptáveis e fortes, assim como por que determinadas características são transmitidas para os descendentes. Essa explicação somente surge com estudos sobre genética.

Cabe destacar a atuação de Alfred Wallace (1823-1913) no contexto do darwinismo, outro cientista naturalista da época que desenvolveu hipóteses e conceitos muito parecidos com os que Darwin estava elaborando.

Os dois chegaram a um acordo e até mesmo publicaram seus artigos na mesma edição de uma revista da época.

4. Neodarwinismo

Retrato de Gregor Mendel (1822-1884), precursor nos estudos de genética. Domínio público/Wikimedia Commons.

O neodarwinismo é considerado a Teoria da Evolução — também conhecida como Teoria Moderna ou Sintética — mais recente.

Ele não nega ou apaga todas as discussões levantadas pelo darwinismo, assim como não exclui as características dos níveis tróficos em seus estudos, simplesmente os completa.

O Neodarwinismo surgiu porque, como Darwin não tinha recursos para oferecer todas as respostas referentes à antiga teoria, principalmente por conta do pouco conhecimento sobre genética naquela época, um grupo de cientistas e biólogos se dispôs a estudar alguns dos processos da evolução.

Todos esses novos conceitos tiveram como base o estudo de Gregor Mendel (1822-1884), um biólogo que estudou a genética por meio do cruzamento de ervilhas para explicar a teoria da variabilidade dos indivíduos.

A partir daí, os mecanismos de hereditariedade foram descobertos, assim como as recombinações genéticas, mutações e migrações que têm influência na evolução das linhagens — mas sem deixar de considerar a Seleção Natural de Darwin.

Evidências científicas da evolução

Diversas evidências sustentam a teoria da evolução e uma das mais conhecidas são os fósseis.

Eles são vestígios ou até mesmo restos de organismos preservados que têm mais de 10 mil anos e fornecem informações muito importantes sobre a vida como um todo no passado e como o ambiente da Terra era em uma determinada época.

Outras evidências são fisiológicas e anatômicas. Algumas espécies apresentam características anatômicas que se assemelham muito com as que estão presentes em outros indivíduos. Apesar de muitas vezes não apresentarem a mesma função, é possível deduzir que em algum momento essas espécies tiveram um ancestral em comum.

Já as análises da bioquímica dos organismos e a análise celular nos apresenta evidências celulares e moleculares. Elas têm revelado que existem muitas semelhanças entre todos os seres vivos, o que sugere que, em algum ponto da história da evolução, tivemos um ancestral em comum.

Questões sobre teorias da evolução que caíram no Enem

A evolução em biologia para o Enem, como você pôde perceber, é um tema bastante relevante. Por esse motivo, é importante que você o inclua no seu cronograma de estudos e preste muita atenção nos conteúdos relacionados a ele.

Para você praticar o que aprendeu até aqui, separamos 5 questões sobre teorias da evolução que caíram no Enem.

Elas foram retiradas do banco de provas e gabaritos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela realização do Enem.

Bons estudos!

Questão 1 – Enem PPL 2021

O polvo mimético apresenta padrões cromáticos e comportamentos muito curiosos. Frequentemente, muda a orientação de seus tentáculos, assemelhando-se a alguns animais. As imagens 1, 3 e 5 apresentam polvos mimetizando, respectivamente, um peixe-linguado (2), um peixe-leão (4) e uma serpente-marinha (6).

NORMAN, M. D.; FINN, J.; TREGENZA, T. Dynamic mimicry in an Indo-Malayan octopus. In: Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, n. 268, out. 2001. Disponível em: www.researchgate.net. Acesso em: 15 mar. 2014 (adaptado).

Do ponto de vista evolutivo, a capacidade apresentada se estabeleceu porque os polvos

  1. originaram-se do mesmo ancestral que esses animais.
  2. passaram por mutações similares a esses organismos.
  3. observaram esses animais em seus nichos ecológicos.
  4. resultaram de convergência adaptativa com essas espécies.
  5. sobreviveram às pressões seletivas com esses comportamentos.

✅Gabarito: E

Questão 2 – Enem PPL 2021

Entre 2014 e 2016, as regiões central e oeste da África sofreram uma grave epidemia de febre hemorrágica causada pelo vírus ebola, que se manifesta em até 21 dias após a infecção e cuja taxa de letalidade (enfermos que vão a óbito) pode chegar a 90%. Em regiões de clima tropical e subtropical, um outro vírus também pode causar febre hemorrágica: o vírus da dengue, que, embora tenha período de incubação menor (até 10 dias), apresenta taxa de letalidade abaixo de 1%.

Disponível em: www.who.int. Acesso em: 1 fev. 2017 (adaptado).

Segundo as informações do texto e aplicando princípios de evolução biológica às relações do tipo patógeno-hospedeiro, qual dos dois vírus infecta seres humanos há mais tempo?

  1. Ebola, pois o maior período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
  2. Dengue, pois o menor período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
  3. Ebola, cuja alta letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo de sua evolução.
  4. Ebola, cujos surtos epidêmicos concentram-se no continente africano, reconhecido como berço da origem evolutiva dos seres humanos.
  5. Dengue, cuja baixa letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo da coevolução patógeno-hospedeiro.

✅Gabarito: E

Questão 3 – Enem Digital 2021

Alterações no genoma podem ser ocasionadas por falhas nos mecanismos de cópia e manutenção do DNA, que ocorrem aleatoriamente. Assim, a cada ciclo de replicação do DNA, existe uma taxa de erro mais ou menos constante de troca de nucleotídeos, independente da espécie. Partindo-se desses pressupostos, foi construída uma árvore filogenética de alguns mamíferos, conforme a figura, na qual o comprimento da linha horizontal é proporcional ao tempo de surgimento da espécie a partir de seu ancestral mais próximo.

ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. Nova York: Garland Publisher, 2008.

Qual espécie é geneticamente mais semelhante ao seu ancestral mais próximo?

  1. Cavalo
  2. Ovelha
  3. Veado
  4. Porco
  5. Vaca

✅Gabarito: E

Questão 4 – Enem PPL 2018

Podemos esperar que, evoluindo de ancestrais que disputavam os mesmos recursos, as espécies tenham desenvolvido características que asseguram menor ou nenhuma competição com membros de outras espécies. Espécies em coexistência, com um potencial aparente para competir, exibirão diferenças em comportamento, fisiologia ou morfologia.

TOWNSEND, C. R.; BEGON, M.; HARPER, J. L. Fundamentos em ecologia. Porto Alegre: Artmed, 2006 (adaptado).

Qual fenômeno evolutivo explica a manutenção das diferenças ecológicas e biológicas citadas?

  1. Mutação;
  2. Fluxo gênico.
  3. Seleção natural.
  4. Deriva genética.
  5. Equilíbrio de Hardy-Weinberg.

✅Gabarito: C

Questão 5 – Enem PPL 2010

A perda de pelos foi uma adaptação às mudanças ambientais, que forçaram nossos ancestrais a deixar a vida sedentária e viajar enormes distâncias à procura de água e comida. Junto com o surgimento de membros mais alongados e com a substituição de glândulas apócrinas (produtoras de suor oleoso e de lenta evaporação) por glândulas écrinas (suor aquoso e de rápida evaporação), a menor quantidade de pelos teria favorecido a manutenção de uma temperatura corporal saudável nos trópicos castigados por calor sufocante, em que viveram nossos ancestrais.

Scientific American. Brasil, mar. 2010 (adaptado)

De que maneira o tamanho dos membros humanos poderia estar associado à regulação da temperatura corporal?

  1. Membros mais longos apresentam maior relação superfície/volume, facilitando a perda de maior quantidade de calor.
  2. Membros mais curtos têm ossos mais espessos, que protegem vasos sanguíneos contra a perda de calor.
  3. Membros mais curtos desenvolvem mais o panículo adiposo, sendo capazes de reter maior quantidade de calor.
  4. Membros mais longos possuem pele mais fina e com menos pelos, facilitando a perda de maior quantidade de calor.
  5. Membros mais longos têm maior massa muscular, capazes de produzir e dissipar maior quantidade de calor.

✅Gabarito: A


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