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Aprenda a regra do hífen e não erre mais nas redações

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Aprenda a regra do hífen e não erre mais nas redações

Por EAD UNIFSA em Oct 20, 2021 5:45:00 PM | 8 min de leitura

Você sabe aplicar a regra do hífen? Saber empregar esse sinal gráfico é essencial para que sua redação não perca pontos por erro de ortografia. 

O hífen é um dos tópicos da língua portuguesa mais desafiadores, afinal existem diversas regras e exceções de uso. 

Após o Novo Acordo Ortográfico, muitas palavras perderam esse sinal gráfico e passaram por algumas modificações, sendo essencial estar atualizado em relação ao seu emprego. 

Neste artigo, apresentaremos as regras de uso do hífen e traremos exercícios para aplicá-las. 

Confira:
O que é hífen e para que serve?
Hífen e o Novo Acordo Ortográfico
Regra do hífen: entenda quando empregá-lo ou não
Exercícios para aplicar a regra do hífen
Conclusão 

regra-do-hifen - pessoa escrevendo em caderno

O que é hífen e para que serve?

O hífen (-) é um sinal gráfico de pontuação do tipo diacrítico (que se coloca sobre, sob ou através de uma letra para alterar a sua realização fonética).

Na língua portuguesa, o hífen tem as seguintes funções:

  • Ligar elementos de palavras compostas (couve‐flor; ex‐presidente);
  • Unir pronomes átonos a verbos (ofereceram‐me; vê‐lo‐ei);
  • Fazer a translineação de palavras (dividir uma palavra entre linhas), isto é, no fim de uma linha separar uma palavra em duas partes (ca‐/sa; compa‐/nheiro);
  • Unir os valores extremos de uma série, como números (1-10), letras (A-Z) ou outras.

Hífen e o Novo Acordo Ortográfico

Em 2009, entrou em vigor o Novo Acordo Ortográfico. Contudo, só a partir de 2016 seu uso se tornou obrigatório no Brasil. 

Nesse contexto, novas regras surgiram e muitas foram modificadas, o que causa confusão em muita gente até os dias de hoje. 

O hífen é dos tópicos da língua portuguesa que mais sofreu alterações, sendo que diversas palavras que faziam seu uso perderam o sinal gráfico.

Confira algumas delas:

  • Fim-de-semana → fim de semana
  • Cão-de-guarda → cão de guarda
  • Cor-de-vinho → cor de vinho
  • auto-retrato →  autorretrato 
  • conta-regra → contrarregra
  • ultra-sonografia → ultrassonografia

No tópico a seguir, explicamos cada uma dessas mudanças e trazemos todas as regras de uso do hífen. 

Regra do hífen: entenda quando empregá-lo ou não

Abaixo, explicamos quando fazer ou não uso do hífen. Confira:

Quando utilizar o hífen

✔️ 1. Quando o prefixo de uma palavra termina em vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal. 

Exemplos:

  • Micro-ondas
  • Micro-organismo
  • Anti-inflamatório
  • Contra-atacante
  • extra-alcance

⚠️ No entanto, é importante destacar que essa regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”. Nesses casos, mesmo que o prefixo termine com a mesma vogal que começa o segundo elemento, não utilizamos o hífen. 

Exemplos:

  • Coordenar
  • Reeditar

✔️ 2. Quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa com a mesma consoante.

Exemplos:

  • inter-regional
  • sub-bibliotecário
  • super-resistente

✔️ 3. Quando o prefixo é sucedido por palavras iniciadas com “h”.

Exemplos:

  • anti-higiênico
  • contra-habitual
  • super-homem
  • sobre-humano

✔️ 4. Quando uma palavra é composta pelo prefixo “-sub” e sucedida por outra palavra iniciada por “r”.

Exemplos:

  • sub-raça
  • sub-reino
  • sub-região

✔️ 5. Quando uma palavra é composta pelos prefixos -além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem e - vice.

Exemplos:

  • recém-nascido
  • vice-presidente
  • sem-terra
  • bem-humorado
  • pós-graduação
  • ex-namorado

✔️ 6. Quando o prefixo é o advérbio “mal”  e a segunda palavra começa por vogal ou “h”.

Exemplos:

  • mal-humorado
  • mal-intencionado
  • mal-educado

✔️ 7. Quando temos prefixos “-circum” e “-pan” sucedidos de palavras iniciadas por vogal, “m”, “n” ou “h”. 

Exemplos:

  • pan-americano
  • circum-navegação

✔️ 8. Quando temos nomes de espécies botânicas e zoológicas.

Exemplos: 

  • erva-doce;
  • andorinha-do-mar;
  • capim-açu;

✔️ 9. Quando os prefixos -pró e -pré forem tônicos e autônomos da segunda palavra. 

Exemplos:

  • pré-fabricado
  • pró-vida

regras-do-hifen - mulher em fundo branco com rosto de dúvida

Quando não utilizar o hífen

1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente.

Exemplos:

  • autoavaliação
  • autoestima
  • coautor
  • semrido

❌ 2. Em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.

Exemplos:

  • fim de semana
  • café com leite
  • sala de jantar
  • cão de guarda
  • dia a dia

⚠️ Contudo, ainda existem algumas exceções a essa regra, que vem do antigo Acordo Ortográfico. As palavras água-de-colônia e cor-de-rosa ainda são hifenizadas. 

❌ 3. Quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com “r” ou “s”. O hífen não é empregado e as consoantes são duplicadas.

Exemplos:

  • antirrugas (antes: anti-rugas)
  • antissocial (antes: anti-social)
  • contrarreforma (antes: contra-reforma)
  • ultrassom (antes: ultra-som)
  • suprarrenal (antes: supra-renal)

⚠️ Contudo, vale fazer uma ressalva. Caso os prefixos terminem com “r” e o segundo elemento também comece com essa mesma letra, o hífen deve ser utilizado. 

Exemplos:

  • hiper-requintado
  • inter-regional
  • super-romântico

❌ 4. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoantes diferentes de “r” ou “s”.

Exemplos:

  • autopeça
  • contracheque
  • extraforte

5. Quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.

Exemplos:

  • subemprego
  • superinteressante
  • superpopulação
  • hipermercado
  • intermunicipal

6. Quando o prefixo é o advérbio “mal” e a segunda palavra começa com consoante. 

Exemplos:

  • malpassado
  • maltratado
  • malvestido

Exercícios para aplicar a regra do hífen

Abaixo, separamos alguns exercícios para aplicar as regras aprendidas neste artigo. Confira:

1. (T J‐DF) Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen, respeitando‐se o novo Acordo.

a) O semi‐analfabeto desenhou um semicírculo.
b) O meia‐direita fez um gol de sem‐pulo na semifinal do campeonato.
c) Era um sem‐vergonha, pois andava seminu.
d) O recém‐chegado veio de além‐mar.
e) O vice‐reitor está em estado pós‐operatório.

2. (TRE‐PE) Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas?

a) sobreumano ‐ interregional
b) sobrehumano ‐ interregional
c) sobre‐humano ‐ inter‐regional
d) sobrehumano ‐ inter‐regional
e) sobre‐humano ‐ interegional

3. (ITA) Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório:

a) em nenhuma delas.
b) na segunda palavra.
c) na terceira palavra.
d) em todas as palavras.
e) na primeira e na segunda palavra.

4. (NCE‐UFRJ) Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen.

a) Foi iniciada a campanha pró‐leite.
b) O ex‐aluno fez a sua autodefesa.
c) O contrarregra comeu um contra‐filé.
d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
e) O meia‐direita deu início ao contra‐ataque.

5. (ESAG‐TRE‐PR) Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen:

a) Pelo interfone ele comunicou bem‐humorado que faria uma superalimentação.
b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
c) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
e) O autodidata fez uma autoanálise.

 

Gabarito: 1- A, 2 - C, 3 - E, 4 - C, 5 - B

Conclusão 

Neste artigo, falamos sobre a regra do hífen, explicando quando fazer ou não o uso desse sinal gráfico. 

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